VOLTA REDONDA
Representantes do Movimento Ética na Política (MEP-VR), incluindo membros da Juventude do Movimento (JUVMEP), do Movimento Sul Fluminense Contra a Poluição (MSFCP), do Movimento Democracia Verde e uma moradora do bairro Volta Grande IV participaram, quinta-feira, 4, de uma audiência com o Procurador da República, Dr. Jairo da Silva. A reunião foi solicitada pelo MSFCP.
Durante o encontro, o procurador apresentou a situação dos procedimentos e processos relativos à montanha de escória localizada no bairro Brasilândia, às recorrentes emissões de pó preto na cidade e aos processos históricos envolvendo o bairro Volta Grande IV e depósitos de rejeitos próximos a Rodovia do Contorno. Após a exposição e os esclarecimentos, os representantes manifestaram preocupação diante do atual contexto nacional, especialmente após a chamada “lei da devastação”, que, segundo avaliaram, fragiliza o sistema constitucional de proteção ambiental. “Abrir brechas para que a responsabilidade pela proteção ambiental seja transferida aos próprios empreendedores fragiliza terrivelmente as pessoas e o ambiente”, afirmaram.
Vigilância
Nesse cenário, os movimentos reafirmaram apoio à proposta mencionada pelo Procurador de que o IBAMA acompanhe diretamente as questões relacionadas aos problemas ambientais apresentados, junto com o INEA. Destacaram também a importância do inquérito referente à pilha de escória fundamentado em estudos técnicos da Polícia Federal e acolhido pelo Ministério Público Federal , que abre possibilidades reais para que o Judiciário determine as correções necessárias. O Procurador informou ainda sobre procedimentos instaurados relativos as áreas de rejeitos no entorno da Rodovia do Contorno e sobre a Floresta da Cicuta , no sentido de garantir maior proteção a área. Também informou que solicitou informações sobre a estrutura da SMMA em Volta Redonda.
“Não há dúvida de que vivemos um 2025 de perdas socioambientais em Volta Redonda; os passivos ambientais aumentaram”, afirmou Zezinho, membro do MEP. Diante desse quadro, reforçou-se a necessidade de manter a vigilância social para garantir que os poluidores sejam questionados e responsabilizados. Também foi ressaltado que a sociedade e os movimentos devem permanecer mobilizados e atentos, mesmo frente às iniciativas anunciadas pela empresa, como a instalação de filtros, ajustes nos sistemas de produção, ações de manutenção na usina e o uso de polímeros para reduzir o impacto das emissões. O encontro teve um momento de muita emoção quando a moradora com lágrimas nos olhos comentou sobre o seu sonho da casa comprada com sacrifício se tornou um ‘pesadelo ‘ , diante de tantas dificuldades enfrentadas na sua região. O Procurador a escutou atentamente sem interrompê-la.
Ao final, os representantes agradeceram ao Procurador Jairo da Silva pela abertura ao diálogo e destacaram o papel atento e comprometido da instituição republicana frente às questões socioambientais que afetam a região. ET. O Procurador comentou o processo sobre a abertura dos arquivos da CSN, lembrou que cumprimento a sentença deve feito de imediato. Por Zz, com a ciência do MPF.