Voluntário resendense fala sobre reflexos da tragédia em Mariana após quatro anos

Por Carol Macedo

RESENDE/MARIANA

Completou nesta terça-feira, dia 5, quatro anos que a Barragem de Fundão da Samarco se rompeu em Mariana, região central de Minas Gerais, matando 19 pessoas. Na época, o profissional de logística e resendense, Douglas Sant’Anna da Cunha, 35 anos, foi para o local oferecer serviços com gestão de donativos, e atualmente trabalha na prefeitura local. Em entrevista ao A VOZ DA CIDADE, Douglas falou sobre as dificuldades que a população de Mariana enfrenta atualmente e a importância do trabalho voluntário.

Quando a barragem se rompeu, Douglas se voluntariou, implantando uma metodologia de gestão de donativos, na ocasião ele trabalhou com logística humanitária junto à prefeitura. Um ano depois, ele recebeu uma homenagem pelo feito, sendo contratado em 2017 para trabalhar no município. “Juntei a minha experiência acadêmica em logística com a experiência da Aman, com os conceitos militares, e me voluntariei”, contou, explicando sobre o serviço realizado. “Nós fazíamos a triagem do alimento, a entrega, os cadastros, basicamente toda a gestão necessária diante essa crise”, disse.

Douglas contou que ainda há muitos reflexos da tragédia. “Não apenas as pessoas que foram diretamente atingidas, mas a cidade em si foi prejudicada”, disse, explicando que a base econômica do município era a mineração. “Essa questão econômica vem influenciando a todos, e existe uma grande falta de perspectiva do que acontecerá amanhã, a população está instável”, ratificou.

A IMPORTÂNCIA DO SERVIÇO VOLUNTÁRIO

O resendense ainda falou sobre a importância do trabalho voluntário contínuo. Segundo ele, muita gente se voluntaria onde a mídia está e após a poeira abaixar, vai embora. “Como é comprovado aqui em Mariana, depois que passa todo o desastre, as pessoas continuam precisando de apoio”, disse, ratificando que após realizar o serviço voluntário, e, continuar acompanhando a realidade de perto, pode comprovar essa necessidade. “Eu vivo com eles e sinto o que a cidade sofre. Nunca vou poder mensurar a dor dessas pessoas em palavras”, citou.

Douglas Sant’Anna também foi voluntário na tragédia de Teresópolis, em 2011, no Espírito Santo, em 2013 e, em Brumadinho, em janeiro deste ano. Ele ainda lançou um livro chamado ‘Logística Humanitária: método de gestão de donativos em desastres’, que segundo ele, é o único do Brasil que explica como lidar com a gestão nessas ocasiões.

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