Secretaria de Estado de Saúde confirma 11 casos de Mpox este ano

Os casos estão distribuídos entre Rio de Janeiro (oito), Queimados (1), Duque de Caxias (1) e Araruama (1)

Por Carol Macedo
foto 2 divulgação maurício bazílio

ESTADO
Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) mostram que, em 2026, até 24 de fevereiro, dos 51 casos notificados de Mpox, 11 foram confirmados em todo o estado, e não há óbitos. Em 2025, no mesmo período, foram confirmados 16 casos e, em 2024, 92 casos. Dos casos confirmados, oito estão no Rio de Janeiro, um em Queimados, um em Duque de Caxias e um em Araruama.

Em 2025, houve 492 notificações e 117 confirmações da doença, ao longo de todo o ano, sem óbitos. Já em 2024, foram notificados 1.057 casos, dos quais 328 foram confirmados, ao longo de todo o ano, e também não houve óbitos.
“Não há motivo para grande preocupação com a doença, desde que sejam tomados os cuidados básicos. A SES-RJ faz o monitoramento de Mpox, em todo o estado.  Os municípios recebem orientações para investigação e diagnóstico, prevenção e controle da doença”, afirma o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, Mário Sérgio Ribeiro.

O tratamento dos casos de Mpox é baseado em medidas de suporte clínico, com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves a moderados.

A Mpox é causada pelo Mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. O vírus pode provocar erupções na pele, inchaço nos gânglios e também febre. Outros sintomas são: dores de cabeça e por todo o corpo, calafrios e sensação de cansaço.

Técnicos da Secretaria observam que o número de lesões em uma pessoa pode variar muito. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na região genital.

Como a doença é transmitida?
Entre humanos, o vírus da Mpox é transmitido principalmente por contato pessoal prolongado com lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada ou com objetos recentemente contaminados, tais como toalhas e roupas de cama. A transmissão por gotículas geralmente requer contato mais próximo com o infectado. Pode haver também transmissão por animais silvestres (roedores) infectados.

O diagnóstico é feito em laboratório, por teste molecular ou sequenciamento genético. No estado, os casos estão mais concentrados na capital.

Em caso de suspeita de Mpox, é fundamental procurar uma unidade de saúde para atendimento médico.

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

O Monitora RJ, da Secretaria de Estado de Saúde, oferece informações a respeito da doença, com diversas orientações.
Basta acessar https://monitorar.saude.rj.gov.br/, entrar na aba “Vigilância em Saúde” e, em seguida, clicar em “Mpox”.

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