VOLTA REDONDA
O atraso no resultado dos exames para o coronavírus vem preocupando uma família de Volta Redonda, que está desde sábado em isolamento domiciliar, sem saber realmente se a filha, de dois anos, está ou não contaminada com o Covid-19. Sem se identificar, o pai conversou com o A VOZ DA CIDADE nesta quarta-feira, dia 18, e contou que ao fazer os exames, no último sábado, dia 14, foi informado que o teste sairia em 24 horas, o que não ocorreu.
Questionada, a Secretaria de Estado Saúde (SES) confirmou que a demanda para os testes aumentou, fazendo com que Laboratório Central de Saúde Pública do estado (Lacen-RJ), passasse a operar por 24 horas, mas, ainda assim, os exames que chegam estão entrando na fila de espera e levando um período de sete a dez dias para ter o resultado divulgado.
O pai da criança ainda explicou que o atestado de sua esposa terminou nessa quarta-feira, dia 18, e o empregador dela a liberou para o trabalho home office (em casa). “Além disso, eu estou de férias, o que é melhor”, disse, questionando como seria a situação de outras pessoas que não têm a possibilidade de ficarem tantos dias casa.
O jornal entrou em contato com a Prefeitura de Volta Redonda e questionou se, por conta dos atrasos dos exames, os pacientes que devem ficar em isolamento e não podem trabalhar em casa, podem solicitar a ampliação dos dias de atestado. Contudo, até a publicação desta edição, não houve resposta.
SITUAÇÃO DO CORONAVÍRUS NO RIO
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que registrou, até essa quarta-feira, dia 18, 49 casos confirmados de coronavírus no estado do Rio de Janeiro.Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira: Rio de Janeiro (42), Niterói (6) e Barra Mansa (1). Um dos pacientes está internado em estado grave e os demais estão em isolamento domiciliar, apresentando estado de saúde estável. A SES esclarece ainda que registrou os primeiros casos de transmissão comunitária na capital fluminense.
Nessa quarta-feira, dia 18, o número de mortes pelo coronavírus já somam três, todas no estado de São Paulo. Já no Rio de Janeiro são duas mortes suspeitas, uma em Niterói e outra em Miguel Pereira.