Primeira edição da Prova Nacional Docente enfrenta críticas de professores do MEP

Reclamantes apontam dificuldades cognitivas e emocionais, além de falhas estruturais e logísticas que podem comprometer a validade do exame

Por Tânia Cruz
a voz da cidade

VOLTA REDONDA
A primeira edição da Prova Nacional Docente, realizada neste final de semana, gerou críticas de professores ligados ao MEP/VR, que apontam dificuldades cognitivas e emocionais, além de falhas estruturais e logísticas que podem comprometer a validade do exame.
Uma das que criticou foi a prova foi a professora Abigail Ribeiro, doutora em Literatura pela Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ). Relatou que foram 80 questões objetivas e uma redação dissertativa de até 30 linhas. “Demorei quase quatro horas para concluir, e me senti em uma corrida de resistência, mais física do que intelectual”, destacou Abigail, ressaltando que comparou a pressão psicológica à tensão enfrentada pelos alunos no Exame Nacional do Ensino Médio ( ENEM).
Outro que também criticou a prova foi o professor Gabriel de Souza, mestrando em Física na UFF.“Das 50 questões de física, a penas 12 exigiam conceitos e cálculos. Além disso, o edital não deixou claro como seria a correção da questão discursiva, que tinha formato semelhante ao ENEM”. A professora Carolina Alvim, doutoranda em história (UFRRJ), fez prova na área de Ciências Sociais, resumiu sua experiência: “A prova foi cansativa, mas interessante. Gostei de como algumas questões pediam que pensássemos como trabalhar conceitos com os alunos, aproximando teoria e prática. A questão discursiva me deixou insegura, mas consegui respondê-la como um texto argumentativo, sem precisar criar um título ou formato específico”.
OLHARES PARA O ENEM
O professor de Matemática Cláudio Quintino ressaltou a importância do preparo emocional: “O nervosismo é a causa da insegurança. Mesmo munidos de conhecimento, alunos e professores podem ter o raciocínio prejudicado se não trabalharem o emocional”.A doutoranda em História Eloah Bernardo comentou: “A prova foi bem longa e um pouco mais cansativa até do que o ENEM que fiz no ano passado. Sobre a questão discursiva, fiquei insegura entre responder como um texto estilo ENEM ou um plano de aula”.
Falhas graves na aplicação também foram denunciadas. O mestre em Física e professor de Matemática Paulo Ricardo afirmou: “Há vídeos mostrando pessoas usando celulares durante a prova e outras sentadas umas ao lado das outras em refeitórios, porque não havia lugar nas salas. A chance de anulação é grande”. Uma educadora ligada ao MEP acrescentou: “Estranho mesmo, já que fizeram até treinamento com corretores! E bem em cima da hora — minha filha foi convocada na semana retrasada e fez o treinamento no final de semana”. O Ministério da Educação (MEC) ainda não se pronunciou sobre medidas corretivas ou sobre a validade da prova.

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