SUL FLUMINENSE
Nesta quinta-feira, dia 31, o A VOZ DA CIDADE falou com exclusividade com o presidente da Câmara Municipal de Volta Redonda, Sidney Dinho, sobre a agressão que o filho dele, de 19 anos, sofreu no fim de fevereiro em Valença. O caso foi registrado como tentativa de homicídio no final e ocorreu após um rapaz, que não estava na companhia dele, ter sido agredido pelos mesmos homens, a ponto de cair desmaiado próximo aos pés do filho do vereador. Dinho, que também subtenente da Policia Militar do Rio de Janeiro na reserva remunerada, aponta a necessidade de leis mais rígidas para estes e outros tipos de violência.
A agressão aconteceu no dia 25, à noite, quando o rapaz fazia uma refeição com colegas de faculdade. No local, houve uma confusão entre seus agressores e outro universitário, que não fazia parte do grupo em que o filho do parlamentar estava. “Um rapaz apanhou bastante a ponto de desmaiar. Eles ajudaram o rapaz a se levantar, e ele foi socorrido para um hospital por outros amigos”, disse Dinho. “Já tinha acabado a briga e uns 40 minutos depois o meu filho foi sair do local com os amigos, estava descendo a rua, e ele de uma forma brutal tomou uma pancada na cabeça, caiu. Quase desacordado, percebeu que um cara começou a bater muito nele e outro, veio e deu uma garrafada na cabeça do meu filho, e o gargalo da garrafa, ele passou a usar para dar estocadas, que causou alguns ferimentos”, lembrou o vereador, dizendo que o rapaz foi levado para um hospital da cidade, e depois para um hospital particular de Volta Redonda. Ele já está bem.

O jovem, que cursava Medicina na segunda cidade, foi brutalmente agredido após socorrer uma pessoa que apanhou a ponto de desmaiar – Reprodução
Segundo Dinho, a Polícia Civil da 91ª Delegacia de Polícia (DP) identificou os envolvidos, analisou a filmagem da agressão e o delegado relatou o inquérito, pedindo a prisão preventiva deles. “A promotoria os denunciou por homicídio tentado, mas com argumentação que a liberdade deles não traria nenhum perigo a instrução criminal ou as testemunhas, não acatou a representação da Autoridade Policial pela prisão preventiva dos agressores”, narrou Sidney.
Ele conta que a decisão causa frustração em todos. “A gente que é pai e vê uma cena daquela e depois fica na expectativa de que a Justiça vai agir e tirar esse tipo de gente de circulação para que outros filhos e pessoas quaisquer não passem por isso, nos deixa frustrado”, aponta o presidente da Câmara.
Questionado pelo papel que exerce na política e o que, do ponto de vista dele, poderia ser feito para que esse tipo de situação não ocorra, Dinho defende que somente no Congresso Nacional é possível fazer algum tipo de mudança em lei para que essas coisas não se repitam. “Aqui na ponta da linha, as pessoas fazem a interpretação da lei e acontece o que aconteceu. As leis precisam ser mais objetivas de forma a não deixar margem para nenhuma válvula de escape”, finaliza o chefe do Legislativo de Volta Redonda, Sidney Dinho.
O Ministério Público não se manifestou sobre o assunto.