RIO
Policiais civis da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância participaram, nesta quinta-feira, 26, de uma operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública contra uma quadrilha investigada por incentivar crimes de extrema violência por meio da internet. A ação ocorreu de forma simultânea em diversos estados do país e, no Rio de Janeiro, teve desdobramentos nos municípios de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Macaé, no Norte Fluminense.
Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e ordens judiciais de quebra de sigilo telemático. Dois adolescentes foram apreendidos no estado. As investigações apontaram a existência de mensagens nas quais os alvos demonstravam intenção de praticar atos graves de violência, incluindo ameaças direcionadas a ambientes públicos.
Segundo os investigadores, um dos envolvidos manifestou admiração pelo autor do ataque ocorrido em uma escola no município de Suzano, em São Paulo, em 2019, além de mencionar a possibilidade de realizar disparos em uma igreja após publicar mensagem de despedida nas redes. Outro alvo apresentava discurso de ódio com conteúdo extremista, com referências ao nazismo e incitação à violência contra crianças, adolescentes e animais.
As apurações também identificaram conversas com planejamento de atentado em ambiente escolar, compartilhamento de materiais relacionados à execução de ataques, conteúdos de exaltação a ideologias extremistas e indícios da prática de crimes cibernéticos, incluindo obtenção ilegal de dados pessoais e ameaças a terceiros.
Além do Rio de Janeiro, a operação foi realizada nos estados de Minas Gerais, Amazonas, São Paulo, Ceará, Pará, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Paraíba, com o objetivo de desarticular grupos que utilizam plataformas digitais para disseminar violência e intolerância.