ITATIAIA
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, dia 3, a segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência. Durante a ação, o ex-presidente da autarquia, Deivis Marcon Antunes, foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal na Rodovia Presidente Dutra, na altura do município de Itatiaia.
Nesta etapa da operação, estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas.

PF cumpre três prisões temporárias e nove mandados de busca e apreensão no Rio e Santa Catarina – Divulgação PF
Segundo a PF, após o cumprimento de mandado de busca e apreensão no apartamento do principal investigado, em 23 de janeiro, foram identificadas movimentações suspeitas, incluindo a retirada de documentos, a manipulação de provas digitais e a transferência de dois veículos de luxo para terceiros. Diante desses elementos, a Justiça Federal entendeu haver risco concreto de destruição de provas caso os investigados permanecessem em liberdade.
A operação contou com o apoio da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos (DEAIN) e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia. O ex-presidente da RioPrevidência foi abordado enquanto dirigia um veículo alugado.
Após a prisão, ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, será encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde prestará depoimento. Em seguida, será transferido para o sistema prisional do estado, permanecendo à disposição da Justiça. Os outros dois alvos da operação seguem foragidos.
Operação
A Operação Barco de Papel apura possíveis irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição recentemente liquidada pelo Banco Central. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.