VOLTA REDONDA
Aconteceu nesta segunda-feira o depoimento do vereador afastado Paulinho do Raio-X a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a participação dele e de outros parlamentares na tentativa de extorsão ao prefeito Samuca Silva. Paulinho teria lido um relatório sobre o que fez dentro de seu mandato e das acusações de quebra de decoro, mas quando os integrantes da CPI questionaram sobre os vídeos que existem contra ele, pediu para encerrar sua participação no depoimento, por estar se sentindo mal. Os vereadores que integram a comissão, Rodrigo Furtado, presidente, Sidney Dinho, relator, e Fernando Martins, membro, não ficaram satisfeitos e vão pedir que o parlamentar deponha novamente Nesta terça-feira, será votado o pedido para instalação de uma comissão processante que pode iniciar um processo de cassação de Paulinho.
Em seu depoimento, o vereador afastado teria dito que não mencionou os nomes de Carlinhos Santana e Nilton Alves de Faria, o Neném, e que não pediu dinheiro a Samuca Silva. O relator Sidney Dinho, lembrou que Paulinho tinha um atestado médico que vigora até o dia 24 de maio que o impedia de depor. Na última semana, os membros da comissão foram surpreendidos com um atestado liberando mesmo para depor no dia 11, que foi ontem. “Pedimos a extensão do prazo da CPI por mais 20 dias e vamos esperar o prazo do seu atestado terminar para solicitar novo depoimento. Agora se ele vier com outro atestado ai não terá como, a CPI finaliza seu relatório com as alegações da peça principal incompletas”, disse.
Sobre os vídeos que já foram divulgados e que o vereador aparece falando a palavra injeção, escrevendo valores em um papel, o mesmo disse que a palavra não tem a conotação de dinheiro, mas sim de injeção política, para dar um plus em seu mandato. Ele teria dito que não foi ele quem iniciou as conversas com o prefeito, mas sim o contrário. “Perguntei de maneira enfática se ele pediu dinheiro ao prefeito e ele disse que não, se teria falado o nome dos dois vereadores e também negou, dizendo que seria outro Carlinhos, candidato a vereador que ele se referia no vídeo. E ainda perguntei se os vereadores pediram para ele falar sobre dinheiro com o prefeito e ele também negou”, disse Dinho, frisando que quando os vídeos então iam ser colocados para ele rebater cada um foi quando Paulinho teria dito que estava se sentindo mal.
Ao ser questionado se o vereador apresentou alguma prova, Dinho informou que só apenas prints de seus celulares que foram apreendidos no dia da prisão em flagrante. Segundo o relator, o presidente da CPI, Rodrigo Furtado, pedirá na Justiça o acesso ao que está nos telefones.