Parque Zoológico de Volta Redonda trata e devolve à natureza sapo-cururu que teve a boca colada

Animal foi levado ao Zoo-VR pela Brigada Florestal de Barra Mansa, após ser resgatado em uma residência

Por Tânia Cruz
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VOLTA REDONDA
A equipe do Parque Zoológico Municipal de Volta Redonda (Zoo-VR) devolveu um sapo-cururu (Rhinella marina) à natureza nesta quinta-feira, dia 5, após passar por tratamento na unidade. O animal foi entregue ao zoo na última terça-feira, dia 3, pela Brigada Florestal de Barra Mansa, que resgatou o sapo em uma residência no bairro Colônia Santo Antônio, com a boca colada.
De acordo com o coordenador da Brigada Florestal de Barra Mansa, Denilson Sicupira, que acompanhou a soltura do sapo, uma moradora encontrou o animal dentro da residência dela e percebeu que estava com a boca colada. “A mulher ficou com medo do sapo não resistir e pediu ajuda à brigada. Imediatamente entrei em contato com a equipe do zoológico de Volta Redonda, que sempre nos atende nesses casos. É muito bom contar com essa parceria que, mais uma vez, foi um sucesso”, disse.
O médico-veterinário do Zoo-VR, João Gabriel de Souza Silva, afirmou que o animal foi solto em uma área controlada e acompanhada, com espaço adequado, que dispõe de alimentação e abrigo. “O retorno à natureza se deu após 48h em observação depois do procedimento, para garantir que o sapo estava bem. Nesse período, o animal se alimentou, tomou banho e apresentava comportamento natural”, explicou.
Ele contou que o Denilson, da brigada de Barra Mansa, percebeu que o sapo, um animal juvenil, não estava abrindo a boca e por isso entrou em contato com o zoo. “Durante a avaliação física foi confirmado que o animal estava com a boca colada mesmo, então, fizemos a remoção da cola. Deu bastante trabalho, pois não queríamos ferir a pele que é muito sensível. Os anfíbios têm respiração cutânea, por isso temos muito cuidado para não machucar a pele deles”, relatou o veterinário, ressaltando que, se não fosse atendido, o sapo ia acabar morrendo por desnutrição.
Colar a boca de um sapo é um ato de extrema crueldade e maus-tratos contra o animal, frequentemente associado a rituais supersticiosos ou de magia, e pode ser enquadrado na Lei de Crimes Ambientais no Brasil. O artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 proíbe ferir, mutilar ou abusar de animais silvestres, nativos ou exóticos, o que inclui anfíbios, prevendo detenção de três meses a um ano e multa. Se houver morte do animal, a pena é aumentada de 1/6 a 1/3. Em Volta Redonda, ao se deparar com casos como esse, basta entrar em contato com o número 156, da Central de Atendimento Único (CAU), e fazer a denúncia.

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