Governo do Rio reforça prevenção contra gripe aviária após caso no Sul do país

Estado amplia ações de vigilância em granjas, treina equipes e orienta produtores rurais

Por Cyntia Freitas
64.cf.res.cidades.governo do rio reforça prevenção.1.governo. divulgação depositphotos

ESTADO

Diante da confirmação do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma criação comercial no Rio Grande do Sul, o Governo do Estado do Rio de Janeiro intensificou as ações de prevenção e controle sanitário nas propriedades avícolas fluminenses. A iniciativa tem como objetivo proteger a avicultura do estado, preservar a saúde pública e garantir a segurança econômica do setor agropecuário.

Por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o estado colocou em prática um conjunto de medidas que inclui o reforço nas fiscalizações, orientação direta aos produtores sobre biossegurança, ampliação das barreiras sanitárias e a intensificação dos treinamentos técnicos com profissionais do serviço veterinário oficial e instituições parceiras.

“A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos, mas alertamos que a detecção precoce e contenção rápida são cruciais para proteger a saúde animal, humana e a sustentabilidade da produção avícola do estado”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Segundo o secretário de Agricultura, Flávio Campos Ferreira, as ações são contínuas e estratégicas. “Estamos atentos e mobilizados. A avicultura é uma atividade essencial para o Rio de Janeiro e vamos atuar de forma firme para garantir a sanidade dos nossos plantéis. A prevenção é o nosso maior aliado”, destacou dr. Flávio.

A Influenza Aviária é uma zoonose com potencial pandêmico, ou seja, uma doença que pode ser transmitida de aves para seres humanos. Por isso, o monitoramento de pessoas expostas a aves infectadas e a articulação entre os órgãos de saúde e agropecuária são cruciais para impedir a disseminação.

64.cf.res.cidades.governo do rio reforça prevenção.2.produtores.divulgação depositphotos

Produtores rurais orientados quanto às medidas de biosseguridade – Divulgação Depositphotos

Ações nas regiões rurais e monitoramento no litoral

As ações da Superintendência de Defesa Agropecuária contemplam todo o estado e são baseadas em uma abordagem integrada que leva em consideração o risco sanitário de cada propriedade. Entre as medidas adotadas estão a vigilância ativa, com coleta de material em locais previamente selecionados; a vigilância passiva, a partir do atendimento de notificações; e ações de educação sanitária, que visam sensibilizar a população sobre a importância da prevenção.

O estado do Rio de Janeiro, até o momento, não registrou casos em criações comerciais ou domésticas, apenas em aves silvestres, e quase todos os registros ocorreram na região litorânea, por onde passam rotas de aves migratórias. Por isso, os municípios litorâneos recebem atenção especial e são monitorados continuamente em parceria com Centros de Reabilitação de Animais Silvestres e o Projeto de Monitoramento de Praias.

Apoio aos pequenos produtores do interior

Produtores do interior do estado estão sendo atendidos por meio de ações de educação sanitária, palestras em escolas, reuniões com secretarias de agricultura municipais e eventos realizados em Sindicatos Rurais. Durante essas atividades, são compartilhadas as orientações sobre as medidas adequadas de biosseguridade em criações comerciais e de subsistência.

Mesmo com quadro técnico reduzido, as unidades regionais da Defesa Agropecuária possuem profissionais capacitados e com os materiais adequados para atender prontamente qualquer notificação de suspeita da doença.

A plataforma e-SISBRAVET continua sendo o canal oficial de notificações, mas o Governo do Estado reforça que há outras formas de comunicar suspeitas, especialmente em áreas com dificuldades de acesso à internet. As notificações também podem ser feitas diretamente nos núcleos regionais da Defesa Agropecuária, pelo telefone 193 do Corpo de Bombeiros, ou pelo e-mail: [email protected].

Recomendações aos produtores
As autoridades recomendam reforçar as medidas de biosseguridade nas granjas, restringir o acesso de pessoas e veículos às áreas de criação, evitar o contato entre aves domésticas e silvestres, higienizar os equipamentos com frequência e comunicar imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária.

 

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