Fiocruz alerta que Covid é principal causa de internação de idosos por síndrome respiratória no Estado

Em contrapartida, Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro também apontou aumento de solicitações por leitos pediátricos nas últimas quatro semanas

Por Roze Martins
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ESTADO

O público idoso e infantil ainda vem sendo o mais exposto ao risco da infecção pela Covid-19. Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado na última sexta-feira, dia 8, apontam que a doença é a principal causa de hospitalização de idosos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Rio de Janeiro nas últimas semanas. E, em contrapartida, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro também divulgou, na última semana, que a nova edição do Panorama Covid-19, indica aumento em três dos oito indicadores precoces da saúde, apresentando tendência de crescimento nas últimas quatro semanas, são eles: testes rápidos de Covid-19 analisados em laboratórios particulares; o número de atendimentos de crianças com síndrome gripal em UPAs e as solicitações por leitos pediátricos.

Além do Estado do Rio, o crescimento nas notificações de Síndrome Respiratória Aguda Graves, por Covid-19 também está sendo acompanhado no Distrito Federal, em Mato Grosso, São Paulo, no Paraná, em Minas Gerais e nos estados do Piauí e da Paraíba. Em Barra Mansa, conforme disse ao A VOZ DA CIDADE o coordenador médico da Unidade de Pronto Atendimento, Ricardo Yuji Anami, os casos de Covid realmente sofreram um aumento nas últimas semanas.

“Teve um aumento, sim. Ainda pensando que pouco tempo a gente não registrada nenhum caso, agora temos testando positivo um ou outro paciente então, com certeza, teve um aumento. Mas assim, nada tão grave, todo mundo até então estável. Relacionado a idade dos pacientes positivos não dá pra afirmar que é mais em criança, em adulto, idosos, mas a população em geral mesmo”, disse o médico.

Mãe do pequeno Vítor Silva Cruz, de seis anos, a contadora Viviane da Silva Cruz foi surpreendida com o diagnóstico de Covid 19, no filho, na última semana. Ela conta que, além da febre, dor de garganta e mal estar, o filho também apresentou sintomas coriza e dores no corpo. Ao levá-lo na rede particular e após fazer o teste, o vírus foi detectado. “Realmente a doença ainda está circulando muito entre a gente, embora tenhamos a sensação de que não. Eu levei achando que ele estava com uma gripe muito forte e era Covid 19. Na escola dele, soube que outras crianças também tiveram recentemente”, comentou.

Já o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, alertou que casos de Covid-19 no Brasil continuam ocorrendo.  “Obviamente não com o mesmo impacto do período da pandemia, mas ela não desapareceu. No momento, vivemos um aumento de casos em várias cidades brasileiras”, disse

Segundo Chebabo, no momento a Covid-19 atinge populações muito específicas, principalmente crianças abaixo de 2 anos, que não foram expostas ao vírus e que, se não forem vacinadas, serão impactadas de forma semelhante ao que ocorreu na pandemia, aumentando o risco de complicação e de internação hospitalar. “Hoje, dois terços das crianças internam. Em 2024, por exemplo, foram 82 óbitos de crianças. É um número bastante expressivo, considerando que são crianças acometidas por uma doença que é imune e prevenível por vacina”, alertou.

Segundo ele, os idosos acima de 60 anos de idade também são uma população sensível aos riscos da Covid-19, já que com o próprio envelhecimento do sistema imune, o organismo perde a capacidade de resposta e de proteção. “Essa população é a de mais risco de complicações e óbito. A maior parte dos óbitos acontece na população dos mais idosos”, acrescentou.

Aumento de casos entre crianças vem se mantendo

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, na quinta semana de julho, entre os dias 27 de julho e 2 de agosto, a taxa de positividade dos testes rápidos analisados na rede particular de laboratórios Dasa era de 9,5%. Em agosto, entre os dias 17 e 23 de agosto, o índice cresceu para 14,5%.

Na semana entre 27 de julho e 2 de agosto, 559 crianças buscaram uma UPA com sintomas semelhantes aos da Covid-19. Durante o mês de agosto, entre os dias 17 e 23, o número mais que dobrou para 1.182 pacientes. No mesmo período, as solicitações por leitos pediátricos passaram de 192 para 280. “Desde o início do ano, temos observado um predomínio da variante Ômicron em todas as semanas epidemiológicas, com a detecção de diferentes subvariantes. Nesse cenário, é importante manter a caderneta de vacinação em dia”, explica a superintendente de Emergências em Saúde Pública do Estado, Silvia Carvalho.

 

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