VOLTA REDONDA
A Secretaria de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) promoveu, na terça-feira, 24, na Câmara de Volta Redonda, um encontro para marcar os 94 anos da conquista do voto feminino no Brasil. A programação reuniu representantes do Poder Público, lideranças e integrantes de diferentes instituições para discutir os avanços e os desafios da presença feminina nos espaços de decisão.
Com o tema “A conquista do voto feminino e os desafios da participação política das mulheres cis, mulheres LBT+ e mulheres pretas”, o evento destacou que, apesar do direito garantido desde 1932, a representatividade ainda é considerada insuficiente.
Representando a secretária Glória Amorim, a subsecretária Juliana Rodrigues ressaltou a importância do voto consciente como instrumento de transformação coletiva. “O nosso voto é individual, mas faz a diferença no coletivo para a nossa vida e da população, para a geração atual e as futuras, porque é um voto consciente”, disse.
Já a vereadora Carla Duarte enfatizou a necessidade de união entre mulheres para ampliar a presença feminina na política. “”Eu e a (também vereadora) Gisele Klinger somos exemplo da força do voto femininos como representantes eleitas, sendo as únicas entre 21 representantes”, lembrou.
A delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Juliana Montes, abordou a persistência de discursos de ódio e resistências estruturais à ampliação de direitos, defendendo o fortalecimento de mecanismos de proteção e responsabilização. “Quanto mais a gente avança, o sistema estrutural não quer perder o espaço de poder e reage de forma violenta”, afirmou.
Também participaram do encontro a secretária municipal de Esporte e Lazer, Rose Vilela, que relatou desafios enfrentados ao longo da trajetória na área esportiva, e a subsecretária de Assistência Social, Larissa Garcez, que apresentou dados sobre a baixa representatividade feminina no parlamento nacional. “O país ocupa a 133ª posição no ranking de 189 países com baixa representação de mulheres no parlamento, faltando muito ainda para avançar no espaço de poder que merece estar”, lembrou.
Ao longo da programação, as participantes refletiram sobre gênero, raça, diversidade e democracia, reforçando a necessidade de ampliar a presença das mulheres nos espaços de poder e consolidar uma sociedade mais justa e inclusiva.


