Enfermeiro é detido por assédio sexual contra funcionárias em hospital de Piraí

Por Mônica Vieira
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Piraí

Um enfermeiro de 43 anos foi preso na tarde de segunda-feira, dia 2, acusado de importunação sexual contra colegas de trabalho no Hospital Flávio Leal. A prisão foi realizada por agentes da Polícia Civil da 94ª Delegacia de Polícia (DP), após a confirmação de denúncias que apontavam uma série de condutas abusivas praticadas dentro da unidade de saúde.

As investigações tiveram início após a delegacia receber uma denúncia anônima relatando que o funcionário vinha constrangendo colegas, principalmente mulheres mais jovens, com abraços, beijos e toques sem consentimento. Diante da gravidade das informações, a polícia solicitou imagens do sistema interno de monitoramento do hospital, que acabaram confirmando os relatos.

“Recebemos a denúncia e, de imediato, demos início às diligências. Solicitei formalmente as imagens das câmeras internas do hospital e, infelizmente, o que foi apurado confirmou integralmente os fatos narrados. As cenas são extremamente graves e causam indignação”, declarou o delegado Antonio Furtado, titular da 94ª DP.

Enquanto as imagens eram analisadas, uma nova informação chegou à delegacia dando conta de que o enfermeiro teria tentado puxar a roupa de uma colega de trabalho na recepção do hospital, com a intenção de tocá-la de forma inadequada. Com isso, os policiais se deslocaram até o local e efetuaram a prisão do suspeito.

“Ao tomarmos conhecimento de que o comportamento abusivo estava acontecendo naquele exato momento, determinamos que a equipe fosse até o hospital. A vítima confirmou o ocorrido, bastante abalada, e o conduzimos imediatamente para a delegacia”, relatou o delegado.

Durante a análise completa do material, a polícia identificou que os atos não eram isolados. Em um episódio registrado no dia 25 de janeiro, a mesma jovem foi agarrada e tocada contra a própria vontade, chegando a apontar para a câmera de segurança em uma tentativa de pedir ajuda. O agressor, segundo a polícia, ainda reagiu com deboche ao perceber que estava sendo filmado.

“As imagens mostram claramente que se trata de uma prática recorrente. Além dessa jovem, outras funcionárias aparecem sendo vítimas de abraços forçados, beijos e toques em partes íntimas. É uma situação ainda mais grave do que inicialmente imaginávamos”, afirmou Antonio Furtado.

Em depoimento, a vítima contou que sofria com o assédio há cerca de um ano e que, apesar de pedir para que o enfermeiro parasse, nunca foi atendida. O medo de represálias no ambiente de trabalho teria contribuído para o silêncio prolongado.

Diante das provas reunidas, o delegado determinou a prisão em flagrante do enfermeiro pelo crime de importunação sexual continuada. Outras funcionárias que aparecem nas imagens ainda serão ouvidas, e as penas somadas podem ultrapassar oito anos de reclusão.

“Estamos falando de violações graves à dignidade das mulheres no ambiente de trabalho. Esperamos que essa prisão sirva para impedir novos crimes e, principalmente, para mostrar que denunciar é essencial. Nenhuma vítima deve se calar”, concluiu o delegado Antonio Furtado.

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