VOLTA REDONDA
A Prefeitura de Volta Redonda segue investindo na promoção da autonomia e da qualidade de vida das Pessoas com Deficiência (PCDs). Na atual etapa do serviço ofertado pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER III), 12 pacientes foram beneficiados com cadeiras de rodas motorizadas após passarem por avaliação técnica criteriosa no CER III.
Entre os contemplados nesta sexta-feira, dia 13, está o aposentado Luiz Carlos Gomes, 73 anos, morador do bairro Mariana Torres. A esposa dele, Maria Geraldo de Sousa Gomes, que sempre o auxiliou na locomoção, destacou a importância do equipamento para a rotina da família.
“A gente só tem a agradecer. Ele foi muito bem recebido, muito bem atendido e nós temos muita gratidão por todos. A cadeira antiga serviu muito, mas essa nova vai ajudar demais. Eu que empurrava ele para ir ao médico, para sair, fazer tudo. Agora, quando ele se adaptar, vai poder fazer muita coisa sozinho. Vai facilitar muito no dia a dia, no banheiro, para lavar o rosto, para sair na rua. Já estamos colocando para carregar e vai ser de muita serventia para ele.”, afirmou.
Outro beneficiado foi Messias Alves de Silva Júnior, 52 anos, morador do bairro Aero Clube. Ele utiliza cadeira de rodas há quase 24 anos, após sofrer um acidente que resultou em lesão cervical alta e tetraplegia. “Há quase 24 anos uso cadeira de rodas. Sempre foi muito difícil, principalmente por causa da acessibilidade e da autonomia. Agora eu espero ganhar mais independência. Já experimentei a cadeira nova e estou aprendendo a lidar com ela. Vai facilitar muito, inclusive para minha esposa, que é quem anda comigo, me ajuda nas passagens e no dia a dia. É companheira para todas as horas”, contou.
SERVIÇO BENEFICIA MORADORES DESDE 2021
O serviço é realizado pelo município desde 2021, com a aquisição dos equipamentos feita de acordo com a demanda identificada pela equipe técnica. Sempre que há necessidade, novas cadeiras são adquiridas para atender os pacientes considerados elegíveis.
As cadeiras motorizadas são destinadas a moradores de Volta Redonda com necessidades específicas, após avaliação dos profissionais do CER III. A escolha dos beneficiados é técnica e leva em consideração a Classificação Internacional de Doenças (CID), a real necessidade do equipamento e a capacidade do paciente de utilizá-lo com segurança.
Entre os critérios adotados estão a impossibilidade de deambulação (quando o paciente não consegue se locomover sozinho), a necessidade comprovada do uso da cadeira motorizada, controle motor das mãos para manusear a manete e conduzir o equipamento, além de cognição preservada, garantindo que o usuário consiga operar a cadeira sem risco de acidentes.
Parte dos recursos para aquisição dos equipamentos é proveniente do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (Faec), repassado pelo Governo Federal ao município. Por isso, é exigido que os beneficiados sejam moradores de Volta Redonda, mesmo o CER III sendo uma unidade de referência regional.
O coordenador do CER III, Vladimir Lopes de Souza, destaca que a iniciativa vai além da entrega do equipamento. “Um dos problemas do paciente com deficiência é a redução da acessibilidade. Quanto mais reduzida a acessibilidade, mais vulnerável é o usuário. Quando a gente melhora essa acessibilidade, diminui vulnerabilidades importantes de acesso. Esse é um dos principais objetivos do município: garantir esse direito às pessoas com deficiência. Desde 2021 a gente vem realizando esse trabalho, sempre com o objetivo de melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
O Centro Especializado em Reabilitação, localizado no bairro Niterói, ao lado da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), é credenciado pelo Governo Federal e atende as 12 cidades do Médio Paraíba Fluminense. A unidade é referência regional no atendimento a pessoas com deficiência física, visual e intelectual.
No CER III, os pacientes são acompanhados por equipe multidisciplinar responsável pela avaliação, prescrição, preparação, dispensação, adequação e treinamento para entrega de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, como bengalas e cadeiras de rodas.
Foto
– Cris Oliveira/Secom



