VOLTA REDONDA
Preso em flagrante no domingo, dia 9, em Volta Redonda, o homem suspeito de matar a namorada na madrugada do mesmo dia, no bairro Aterrado, teve a prisão preventiva decretada após passar por audiência de custódia. A decisão foi tomada no início da tarde desta terça-feira, dia 11, na Cadeia Pública. Ele tem 36 anos e a vítima, 29, identificada como Rosely Lima Ferreira.
Na ocasião, o Ministério Público sustentou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Já a Defesa, pediu pelo relaxamento da prisão e, pela concessão da liberdade provisória, com ou sem as medidas cautelares diversas da prisão. Em decisão, diante as provas e evidências do crime e das apurações de demais evidências que apontam o perfil violento do homem, ficou decidido que: “quem adere a este tipo de conduta, sempre sob o ângulo cautelar, é reputado perigoso, servindo a custódia cautelar para garantia da ordem pública, justificando a decretação da prisão preventiva”, justifica a nota do Tribunal de Justiça.
O homem foi preso pela equipe da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam). O corpo da vítima foi enterrado nesta segunda-feira, dia 10, no Cemitério do Retiro.
Segundo a delegada Juliana Almeida, Rosely chegou a ser encaminhada para o Hospital Nelson Gonçalves, antigo Cais do Aterrado, onde morreu. A equipe tentou por uma hora reanimá-la.
Segundo a Polícia Civil, o homem disse que ela foi ajudar ele a empurrar um carro e caiu, batendo a cabeça. Entretanto, após laudo, foi confirmado que ela morreu por asfixia. Ela também apresentava outros hematomas pelo corpo. “Ele alegou que Rosely teria caído de cara no chão e desmaiado quando o ajudava a empurrar o carro, que havia enguiçado. A equipe médica, desconfiada da versão apresentada, acionou os agentes”, disse Juliana Almeida.
A delegada disse ainda que amigos da vítima alegaram que o relacionamento era conturbado e que o autor já possuía um histórico de agressões à companheira. Testemunhas citaram, inclusive, um episódio em que ele arrancou as unhas de Rosely. Apesar disso, não havia registro de ocorrência feito pela vítima denunciando o caso.
A delegada lembra que em caso de violência, a vítima deve procurar ajuda na delegacia ou ligar para o 180.