VOLTA REDONDA
A construção da nova ponte sobre o rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda, entrou em uma etapa decisiva. Desde a semana passada, técnicos iniciaram a montagem de 11 módulos de balsa que servirão de suporte para os equipamentos que executarão as fundações no leito do rio. Após concluída, a estrutura será deslocada por rebocadores até o ponto exato onde as obras avançam.
A intervenção faz parte do Plano de Mobilidade Urbana, conjunto de obras financiadas pelo Governo do Estado que busca reorganizar o trânsito da cidade e oferecer alternativas em trechos considerados críticos.
Nesta fase, os trabalhos se concentram na execução das fundações submersas, responsáveis por sustentar blocos, pilares e vigas de concreto armado. Essas bases darão apoio às estruturas metálicas da ponte, que, por sua vez, receberão a pista de rolamento.
Segundo informações da empresa responsável, os pilares que estão sendo instalados — identificados como P3, P4, P5 e P6 — ficam localizados entre a margem do bairro Aterrado e a margem oposta, no Aero Clube. Para fixá-los, estão sendo cravadas estacas metálicas especiais, envoltas em camisas de proteção, que depois serão ligadas a blocos de sustentação.
O prefeito Antonio Francisco Neto destacou a relevância da obra para o futuro da mobilidade urbana da cidade. “Estamos em um ponto estratégico da construção. Essa ponte será fundamental para desafogar o tráfego, especialmente no Aterrado, e representa um passo importante no redesenho do trânsito da cidade. É um investimento que vai deixar legado”, afirmou.
Além da ponte, outras intervenções do Plano de Mobilidade Urbana já estão em andamento. Em julho, foi entregue o viaduto Porfírio José de Almeida, que melhorou a ligação entre os bairros Voldac, Niterói e Retiro. Outra frente em andamento é a construção da alça do viaduto Heitor Leite Franco, que permitirá ligação direta entre a Rodovia dos Metalúrgicos e a Avenida do Canal, facilitando o acesso à nova ponte.
No planejamento, também está prevista a construção de um viaduto no Jardim Amália, ligando a BR-393 à Avenida da Integração, o que reduzirá o fluxo pela Amaral Peixoto e deverá impactar positivamente vias como a Lucas Evangelista e o viaduto Nossa Senhora das Graças.



