Avaliação técnica de Angra 3 será concluída até o fim deste ano

Por Franciele Aleixo

ANGRA DOS REIS

Será apresentado até o final deste ano o relatório da avaliação técnica de todo o conjunto já construído e o que falta construir naquela unidade da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA). A iniciativa será apresentada pelo consórcio Angra Eurobras NES, vencedor da concorrência para estruturação do projeto de retomada e término das obras da Usina Nuclear Angra 3. Angra 3 tem previsão de entrada em operação no fim de 2026 e vai gerar mais de 10 milhões de megawatts (MWh) por ano, energia suficiente para atender em torno de 6 milhões de residências.

A CNAAA é composta por mais duas usinas (Angra 1 e Angra 2), já em operação comercial. Angra 3 terá potência instalada de 1.405 megawatts (MW) e cerca de 82 mil metros quadrados de área construída, o equivalente a dez campos de futebol.  O consórcio Angra Eurobras NES tem como líder a Tractebel Engineering Ltda. e é formado também pelas empresas Tractebel Engineering S.A. e Empresários Agrupados Internacional S.A.

Para o presidente da Tractebel na América Latina, Cláudio Maia, a parte mais intensa do trabalho está nos primeiros seis meses. “As equipes do Brasil, Bélgica e Espanha que integram o consórcio iniciaram os trabalhos no último dia 30, um dia após a assinatura do contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Maia assegurou que o relatório que será entregue ao final de seis meses é a parte mais crucial desse projeto”, citou acrescentando que o contrato com o BNDES tem prazo de execução de 24 meses.

De acordo com o banco, a contratação do consórcio faz parte dos serviços técnicos que a instituição presta desde 2019 à Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás que cuida da administração e operação das usinas nucleares, com o objetivo de estruturar o modelo jurídico, econômico e operacional de parceria junto à iniciativa privada, para a construção, manutenção e exploração de Angra 3.

Estruturação
O consórcio vai estruturar as ações que levarão à conclusão de Angra 3, cuja construção foi iniciada em 1984 e interrompida duas vezes, a última das quais em 2015. A usina está paralisada, com as obras apresentando avanço físico entre 50% e 60%. Essa é a primeira etapa do trabalho, estimada em seis meses, do total de 24 meses do contrato. O primeiro semestre do contrato considera também estimativas de custo e prazo para realizar as obras remanescentes. O presidente da Tractebel na América Latina explicou que é preciso que a diligência técnica aconteça nos próximos seis meses, para atender o cronograma necessário à contratação de epecistas, ou empresas construtoras, que se encarreguem da construção e comissionamento da usina, dentro do que está estabelecido na programação da Eletrobras/Eletronuclear. Nos empreendimentos em regime EPC (do nome em inglês ‘Engineering, Procurement & Construction’), o contrato prevê fornecimento de equipamentos, materiais e serviços de construção, além do projeto básico e do executivo.

O BNDES indicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que Angra 3 poderá ter um ou mais contratos de EPC, dependendo das recomendações técnicas a serem feitas pelo consórcio contratado. Após essa fase, será realizada uma etapa de trabalhos mais associada ao atendimento às necessidades do contratante do consórcio, que é o BNDES, e que deverão estar atreladas às propostas das construtoras que vão chegar nesse período.

 

 

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