Acesso à moradia fortalece cidadania e justiça social em Volta Redonda

 Com o ‘Minha Casa, Minha Vida’, 112 famílias conquistam o direito à moradia no Residencial Therezinha Gonçalves, no bairro Belmonte

Por Tânia Cruz
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VOLTA REDONDA
Na última semana, a emoção marcou os relatos das famílias que irão morar no Residencial Therezinha Gonçalves, empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro Belmonte, em Volta Redonda. Para 112 famílias em situação de vulnerabilidade social, a conquista da casa própria representa muito mais do que um novo endereço: simboliza dignidade, segurança, estabilidade e a chance concreta de recomeçar.
A iniciativa é da Prefeitura de Volta Redonda, em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, e da Caixa Econômica Federal (CEF), reforçando o compromisso com o direito à moradia e com políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais.
O condomínio é composto por quatro blocos, totalizando 112 unidades habitacionais. Todos os apartamentos contam com sala, cozinha, área de serviço, dois quartos, banheiro e varanda. As moradias também possuem assento sanitário, chuveiro elétrico e box, itens viabilizados por meio de parceria da prefeitura com a iniciativa privada, garantindo mais conforto desde o primeiro dia.
O Residencial Therezinha Gonçalves dispõe de infraestrutura completa, com redes de água e esgoto, energia elétrica, iluminação pública, pavimentação e drenagem, além de centro comunitário e áreas de lazer e convivência. O conjunto contará ainda com câmeras de monitoramento, ampliando a segurança dos moradores.
Localizado no bairro Belmonte, o empreendimento oferece fácil acesso a serviços essenciais, como saúde, assistência social, educação, transporte público e creche, fortalecendo o desenvolvimento urbano integrado e a inclusão social.
Histórias que traduzem o recomeço
Entre os relatos mais emocionantes está o de Thalita Cassandra Gonçalves de Oliveira, que atualmente vive com a família em uma casa improvisada, sem estrutura adequada. “Quando começa a chover, a gente já entra em alerta. É balde, plástico, medo do telhado cair. Às vezes, as crianças estão dormindo e precisamos acordar todo mundo para não se molhar”, contou.
Ao receber a notícia de que havia sido contemplada com um apartamento, Thalita não conteve as lágrimas. “Foi um alívio. Pensei: ‘Deus, obrigado’. A gente sofre muito sem ter um banheiro direito, sem um lugar seguro para dormir. Agora vai ser diferente. Vai ter conforto, o cantinho das crianças e sossego”, afirmou.
O companheiro dela, Juan Rodrigo Lemos da Silva, resumiu o significado da nova moradia em uma palavra: dignidade. “A primeira coisa que a gente pensa é poder chegar em casa e tomar um banho tranquilo. Parece pouco, mas para quem vive assim, é tudo.”
Outra história de superação é a de Nayara Caroline Carreira Ventura Dutra, de 32 anos, mãe de duas filhas. Após perder a casa em decorrência das fortes chuvas, ela passou a viver de aluguel, tendo o Bolsa Família como única renda. “A palavra já diz tudo: é um recomeço. Sem a preocupação do aluguel, a vida começa a fluir melhor. Minhas caixas já estão prontas, esperando só o dia da mudança. Vai ser um novo começo para mim e para minhas filhas”, disse, emocionada.
Entre as beneficiadas está também Lohane Lousada Marques, de 32 anos, dona de casa e mãe de quatro filhos. Atualmente, ela mora de favor com o pai, dividindo uma casa simples com as crianças. “É difícil, porque a casa precisa de melhorias e eu ainda não consigo ajudar como gostaria”, relatou.
A renda da família vem de trabalhos informais e do trabalho do pai, o que torna o dia a dia instável. “Criar quatro crianças não é fácil, mas nunca faltou o essencial”, disse. Para Lohane, o novo lar representa uma transformação completa. “Vai melhorar tudo, principalmente a qualidade de vida das crianças. Aqui eu sou grata, mas agora é hora de seguir em frente. E quando eu puder ajudar meu pai, vou ajudar.”
Inara Isabel do Nascimento da Silva precisou voltar a morar com a mãe após uma separação recente, por não conseguir mais arcar sozinha com o aluguel. Hoje, ela vive com os dois filhos em um único quarto. “Dormimos todos juntos, em colchões no chão. Não é fácil, ainda mais com crianças pequenas, mas foi o possível naquele momento”, contou.
Ela sempre sonhou em ter um lar próprio. “Um lugar para organizar tudo do nosso jeito, criar uma rotina com mais tranquilidade. Aqui não é ruim, mas não é a nossa casa.” Ao saber que havia sido contemplada, a emoção tomou conta. “Foi uma mistura de nervosismo, ansiedade e felicidade. Agora vou poder recomeçar, dar mais conforto aos meus filhos e construir nossa própria história.”
Outra beneficiada é Samara André Alves Silva, mãe de duas crianças. Após perder o emprego junto com o marido, a família enfrentou dificuldades para manter o aluguel e evitar o despejo. Hoje, mora em uma casa sem acabamento completo, cedida pela irmã. “Quando chove, entra água. Falta porta no banheiro, torneira, mas foi a forma de sair de uma situação ainda pior”, relatou. A notícia da conquista da casa própria trouxe esperança. “O sonho de toda mãe é ter um cantinho seguro e organizado para os filhos. Vai mudar a minha vida.”
Samara também destacou a localização do residencial. “É perto da escola das crianças. Vai facilitar muito o dia a dia. Todo dia eu olho o vídeo da casa no celular e agradeço a Deus. Estou muito ansiosa e muito feliz.”
Além da estrutura habitacional, um dos diferenciais do Residencial Therezinha Gonçalves é a biblioteca comunitária integrada ao conjunto, com acervo gratuito para todas as idades, selecionado com critérios pedagógicos e de diversidade cultural, incentivando a leitura, a educação e a convivência. Para as famílias, o novo residencial representa mais do que paredes e teto, é a construção de um futuro com mais estabilidade, dignidade, pertencimento e esperança.

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