Volta Redonda convoca Ato Público contra o Feminicídio na Praça Sávio Gama

Mobilização acontece na terça-feira, dia 27, às 13 horas, no Aterrado, diante do aumento da violência contra mulheres

Por Cyntia Freitas
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VOLTA REDONDA

A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) de Volta Redonda está convocando a população para participar do Ato Público contra o Feminicídio, que será realizado nesta terça-feira, dia 27, às 13 horas, na Praça Sávio Gama, no bairro Aterrado, em frente à Prefeitura Municipal. A iniciativa surge em meio ao crescimento alarmante dos casos de agressões, ameaças, tentativas de feminicídio e feminicídios registrados no país e também no município.

De acordo com a secretária municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos, Glória Amorim, o ato é uma resposta direta à escalada da violência de gênero e também um posicionamento coletivo diante de um caso recente que chocou a cidade. Segundo ela, a mobilização repudia a tentativa de feminicídio ocorrida em Volta Redonda, na qual uma mulher foi atingida por quatro disparos de arma de fogo, efetuados por seu ex-companheiro. “Este ato também é um grito coletivo de repúdio à recente tentativa de feminicídio ocorrida em Volta Redonda. Um crime que escancara o quanto ainda falhamos enquanto sociedade na proteção da vida das mulheres e no enfrentamento da violência doméstica e de gênero”, afirmou a secretária.

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Ato Público será realizado na Praça Sávio Gama, no Aterrado – Divulgação PMVR

Glória destacou que o momento exige indignação pública e participação ativa da sociedade. Para ela, a violência contra as mulheres não pode ser tratada como um problema individual, mas como uma questão estrutural que afeta toda a coletividade. “A violência contra as mulheres é uma ferida social aberta, que sangra todos os dias diante dos nossos olhos. Ela exige posicionamento, coragem e ação coletiva”, ressaltou.

A secretária também chamou atenção para os impactos do silêncio e da omissão diante desses crimes. “O silêncio, a indiferença e a naturalização dessa violência também matam. Cada mulher violentada representa uma vida interrompida, um sonho ferido, uma família marcada. Não podemos normalizar o horror. Não podemos aceitar que mulheres sigam vivendo sob ameaça, medo e violência simplesmente por serem mulheres”, declarou.

Ao final, Glória Amorim reforçou o convite à população e a diversos segmentos da sociedade para participarem do ato público. “Este é um chamado para mulheres, homens, jovens, lideranças comunitárias, movimentos sociais, instituições, igrejas, coletivos, profissionais e toda a sociedade civil. Nossa presença é um posicionamento. Nossa voz é resistência. Nosso silêncio nunca mais será uma opção”, concluiu.

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