VOLTA REDONDA
A cidade de Volta Redonda contará, em breve, com o programa de prevenção ao câncer de pulmão. Trata-se de uma iniciativa inédita no país em se tratando da Rede Pública de Saúde. Vale lembrar o câncer de pulmão é o terceiro de maior incidência em homens e o quarto em mulheres no Brasil e de alto índice de mortalidade. Por isso o programa de rastreio, segundo o vice-prefeito e diretor-geral do Hospital São João batista (HSJB), Sebastião Faria, favorece o diagnóstico precoce que, certamente, aumenta as chances de sobrevivência.
De acordo com Sebastião Faria, a implantação desse programa de rastreio do câncer de pulmão é mais uma iniciativa para firmar Volta Redonda como referência em saúde pública para o Brasil. “Esse é mais um projeto pioneiro do município para salvar vidas”, disse o prefeito Antonio Francisco Neto, que, juntamente com o vice-prefeito, se reuniu na última semana, em seu gabinete, com a secretária Municipal de Saúde, Márcia Cury; o cirurgião-torácico, Bruno José Martini; o radiologista Ricardo Laviola; o pneumologista Júlio Frerenzini; a coordenadora da Linha de Atenção Oncológica (LAO) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a oncologista Luciana Francisco Netto; além do deputado estadual Munir Neto e o presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, a fim de ajustar protocolos para implementar o rastreio do câncer de pulmão na Rede Municipal de Saúde com o lançamento do programa de prevenção ao câncer de pulmão.
PREVISÃO PARA IMPLANTAR O PROGRAMA
De acordo com a coordenadora da LAO, Luciana Netto, a previsão é implantar o programa na primeira semana de fevereiro em quatro unidades piloto da Atenção Primária à Saúde, no Eucaliptal, Água Limpa I, Retiro I e Nova Primavera, juntamente com o projeto ‘Prevenir 50+’. Luciana lembrou ainda que, fazendo uma busca ativa por esse público alvo para avaliação da saúde em geral como índice glicêmico, pressão arterial e outros, serão concluídas as prerrogativas para o rastreio do câncer de pulmão. “Como ‘carga tabágica’, pessoas que fumam mais de 20 maços de cigarro por ano ou que pararam de fumar há menos de 15 anos”, explicou.
A coordenadora lembrou que essas pessoas consideradas do grupo de risco são encaminhadas para uma tomografia de baixa dose e, dependendo do resultado, passarão pelos médicos que compõem a equipe do programa. Ainda segundo ela, quando o exame identificar um nódulo, o radiologista avalia, podendo encaminhar ao cirurgião toráxico, que fará a biopsia. “O pneumologista acompanha o paciente, que também pode apresentar outro tipo de comprometimento pulmonar. Em caso de resultado positivo para câncer, o paciente passa por cirurgia e segue o tratamento”, finalizou a coordenadora.