Viação São Miguel mantém frota reduzida operando na cidade de Resende em todos itinerários

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RESENDE

A paralisação dos caminhoneiros chegou ao seu oitavo dia nesta segunda-feira, dia 28, ampliando a crise da falta de abastecimento nos postos de combustível em todo o país. Com a falta do óleo diesel, utilizado para abastecer os coletivos, a direção da Viação São Miguel reiterou que manterá sua frota nas ruas operando com todas as 32 linhas, priorizando horários das 6h às 10h, 11h às 14h e das 16h às 19h.

Nesta segunda-feira, o diretor da Viação São Miguel, Rodrigo Camargos, informou ao A VOZ DA CIDADE que a estratégia para esta segunda semana de greve é manter atendimento de coletivos para itinerários urbano e distrital, porém com a redução de 30% da frota, sendo na prática em torno de 50 coletivos nas ruas. A empresa conseguiu adquirir pequena reserva de óleo diesel para seus veículos, junto de uma rede de postos da região, aproveitando a cota para serviços emergenciais como o transporte público coletivo. O balanço da empresa indica que a paralisação dos caminhoneiros gerou a queda de sete mil usuários ao dia. “Não há paralisação no atendimento à população, mantemos a redução de 30% na frota desde a semana passada, mas todas as 32 linhas estão operando normalmente, seja no itinerário urbano, rural ou distrital. São em torno de 50 coletivos operando e respeitando o horário padrão de cada linha. A redução da frota nos faz priorizar os horários de expediente do trabalhador e dos estudantes. A greve nos prejudica, são menos sete mil usuários diariamente utilizando o transporte coletivo, o equivalente entre 25% e 30% do total habitual, considerando apenas os pagantes”, informa o diretor Rodrigo Camargos.

USUÁRIO RECEOSO

A queda no total de usuários indicada pela Viação São Miguel reflete a apreensão entre os usuários do sistema: diariamente falsas notícias circulam pelas redes sociais dando conta da redução dos horários ou até mesmo que não haverá transporte coletivo. “Eu deixei de ir ao banco porque soube que não esta tendo ônibus suficiente. Uma amiga desmentiu e quase deixei de pagar uma conta, em Campos Elíseos. O povo sofre com a greve pagando caro pelo gás, deixando de encontrar comida e agora com menos ônibus circulando”, comentou Flávia Benevenuto, moradora da Cidade Alegria.

Em Campos Elíseos, principal centro comercial da cidade, o fluxo de usuários nos pontos foi grande durante todo o dia. “Estou esperando a linha 215, para o Surubi. Disseram que não haveria ônibus, mas vim mais cedo e pretendo voltar para casa, em paz. Espero que essa greve termine logo, está afetando todo o país. Sou a favor da categoria, mas contra o abuso, o povo ta sofrendo”, opina a balconista, Sandra Madruga.

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