Vereadora de Volta Redonda faz balanço do primeiro ano de mandato

Gisele Klingler destaca desafios, realizações e sua luta contra a violência de gênero em entrevista ao A VOZ DA CIDADE

Por Tânia Cruz
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VOLTA REDONDA
A vereadora Gisele Klingler (PSB), eleita para o mandato de 2025-2028, sendo em sua primeira eleição, comemora algumas conquistas, mas almeja outras mais. Disse estar atuado na defesa dos direitos das mulheres, crianças e adolescentes, destacando a importância da representatividade feminina e da união entre bancadas. Ao A VOZ DA CIDADE, a parlamentar destacou que foi um ano de muito aprendizado, de escuta e, sobretudo, de muito trabalho.

Segundo a parlamentar, assumir um mandato é entender, na prática, o funcionamento da máquina pública, as limitações institucionais e, ao mesmo tempo, a enorme responsabilidade de representar a população. “Foi um ano intenso, desafiador e extremamente formador”, contou a vereadora, ressaltando que, quando assumiu o mandato, sempre dizia que suas principais bandeiras eram a saúde, a educação e o transporte público de qualidade. “Esses temas continuam sendo centrais, mas, ao longo do ano, ficou ainda mais claro que a minha principal bandeira é a luta pelo fim da violência contra a mulher”, completou a vereadora.
Gisele lembrou também que, além disso, atua firmemente na defesa da população de Volta Redonda, que sofre há anos com o atraso em obras essenciais, com o descaso com as merendeiras e servidores públicos e com uma passagem de ônibus cara para um serviço precário. “Meu mandato é de cobrança, fiscalização e defesa de quem mais precisa”, relatou a parlamentar.
OBJETIVOS COMO PARLAMENTAR
Indagada se já deu para ela alcançar seus objetivos como parlamentar, Gisele explicou que, ainda não. Disse que tem muito trabalho pela frente. “Só vou poder dizer que meus objetivos foram alcançados quando tivermos uma cidade que funcione para todos, onde o serviço público seja acessível e de qualidade para toda a população”, disse, lembrando que seguirá lutando incansavelmente para que todas as crianças estejam nas escolas, que o transporte público funcione, que a saúde tenha atendimento de qualidade para todos e que nenhuma mulher seja vítima de violência.
Sobre as dificuldades enfrentadas nesse primeiro ano no Legislativo, a vereadora declarou que não tem do que reclamara. “Fui muito bem recebida pelos meus pares e por todos os servidores da Casa”, informou, lembrando que, independentemente de posicionamento político ou ideológico, existe um respeito institucional muito grande, o que facilita o diálogo e o trabalho Legislativo.
A parlamentar falou sobre aprovação de projetos que considera importantes para a população. Declarou que este ano a Casa aprovou, por unanimidade, o cartão de estacionamento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que é uma conquista importante para as famílias atípicas. “Além disso, temos outras matérias relevantes em tramitação nas comissões da Casa, que tratam de direitos sociais, transparência e políticas públicas”, lembrou.
Em relação ao grande número de feminicídios no país e na região, destacou que esse é um tema gravíssimo e urgente. Segundo ela, não é um problema individual, mas sim estrutural da sociedade em geral. Para ela, é preciso investir em políticas públicas para as mulheres, garantir orçamento sensível ao gênero, fortalecer a rede de proteção, capacitar os servidores e atuar na prevenção. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige compromisso político permanente e ação concreta do poder público”, declarou a vereadora.
ESTUDANDO E CONSTRUINDO PROPOSTAS
Gisele informou que já está estudando e construindo propostas voltadas à prevenção da violência, ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres e à garantia de direitos. “Meu objetivo é que Volta Redonda avance em políticas públicas que protejam mulheres antes que a violência aconteça, e não apenas depois da tragédia consumada”, explicou, ressaltando que, nem um direito a menos, nenhuma mulher para trás.
Sobre atuar como parlamentar em um espaço onde poucas mulheres estão presentes, a vereadora relatou que o ideal, sem dúvida, seria contar com mais mulheres ocupando espaços de poder. Para ela, a política precisa refletir a diversidade da sociedade. “Ainda assim, dentro da Câmara de Volta Redonda, conseguimos ser ouvidas. Existe respeito por parte dos nossos pares, e isso é fundamental para que as pautas femininas avancem”, afirmou, completando que, para 2026, ano de eleições, espera que a população faça uma espera que a população faça uma escolha consciente, analisando o perfil, a trajetória e os compromissos reais dos candidatos.
De acordo com ela, é preciso eleger representantes que tenham identificação com o povo, compromisso com a vida, com as mulheres e com políticas públicas que melhorem a realidade das pessoas, e não aqueles que se alinham a práticas obscuras, milícias, tráfico ou interesses que não dialogam com a democracia.
Gisele ressaltou que a representatividade feminina é fundamental porque traz para o debate político vivências, olhares e prioridades que historicamente foram excluídas. Mesmo sendo poucas, quando mulheres ocupam esses espaços, elas abrem caminhos para outras. “A união entre as bancadas femininas fortalece pautas comuns, amplia o diálogo e mostra que a defesa dos direitos das mulheres deve estar acima de disputas partidárias”, concluiu.

 

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