Vendas de Páscoa crescem e lojas liquidam chocolates

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SUL FLUMINENSE

Após recuo em 2018, as vendas na Páscoa tiveram alta de 1,29% neste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 22, pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e o Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (CNDL/SPC Brasil). Porém, apesar da alta, o resultado é modesto e insuficiente para o varejo retornar ao patamar anterior da crise econômica nacionalmente.

Neste ano, o volume de vendas a prazo na semana anterior a Páscoa (que, este ano, foi entre os dias 14 e 20, apresentou um leve crescimento de 1,29% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2018, as vendas haviam recuado -0,34%, após crescer 3,34% em 2017. Já entre os anos de 2015 e 2016, as vendas no período acumularam queda de -2,24% e -13,34%, respectivamente. “O resultado não é o suficiente para retornarmos ao patamar de crescimento anterior a recessão econômica. A páscoa representa a primeira grande festa do ano para o comércio e pode funcionar como uma prévia não só para o Dia das Mães, como para o desempenho da atividade comercial ao longo deste ano”, afirma Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

Segundo o levantamento da CNDL/SPC Brasil, os produtos mais procurados para a Páscoa seriam os tradicionais ovos de chocolates industrializados (61%), caixas de bombons (50%), ovos de páscoa artesanais e caseiros (38%), barras de chocolate industrializadas (33%) e artesanais (25%), colombas pascoais (13%) e bebidas, como vinho (13%). Segundo a SPC Brasil, o cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao seu banco de dados, com abrangência nacional, entre os dias 14 e 20 de abril deste ano.

LIQUIDAÇÃO

Com vendas satisfatórias para a maioria dos estabelecimentos e a alta nacional de 1,29%, o chocolate deve seguir como item focal nas vendas deste início de semana intercalada de feriado. Passado o domingo de Páscoa, é o momento das ofertas de chocolate, principalmente itens danificados pelo manuseio dos clientes na euforia das compras. “É uma tradição baixar os preços, colocar itens em promoção. A meta é vender o que ainda resta em estoque até porque temos o prazo de validade e o apelo da Páscoa ainda recente na mente dos clientes”, comenta a gerente Amanda Batista, de uma loja em Resende.

A loja que tem rede em todas as cidades do Sul Fluminense pretende zerar o estoque de chocolate, principalmente os em formato de barras e ovos. “Eu percebi que o preço baixou. Não importa se não é da marca que eu queria, mas com esse valor de desconto por estar ‘trincado’ eu comprei”, comentou a estudante Sandra Gonçalves, que levou pra casa um ovo de 202g por R$ 10,90 – custava antes da Páscoa R$ 19,90.

Nas lojas especializadas, o momento era de incentivo aos clientes. “Muita gente não comprou, mas gosta. São nelas que apostamos pra zerar o estoque”, comenta o vendedor Paulo Roberto.