Vacina Pfizer/BioNTech é segura para crianças de 5 a 11 anos, aponta estudo

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SUL FLUMINENSE/NACIONAL

Segundo resultados de um estudo anunciado nesta segunda-feira, pelos laboratórios Pfizer/BioNTech, o imunizante é seguro para crianças de 5 a 11 anos de idade, nas quais a dose adaptada gera uma resposta imunológica ‘robusta’. Os laboratórios planejam pedir autorização para que a vacina seja aplicada nessa faixa etária às autoridades dos Estados Unidos (EUA), da Europa e de outros locais o mais rápido possível. A Pfizer já está autorizada, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para pessoas de com mais de 12 anos desde o dia 11 de junho. A aplicação foi aprovada após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo. No entanto, na última semana o Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina em menores de 18 anos.

O ministro Marcelo Queiroga disse que a decisão de restringir a vacinação dos jovens apenas aos grupos prioritários (menores de idade com comorbidades) tem relação com a falta de evidências científicas consolidadas sobre o benefício da imunização para este grupo. Ele ainda citou que mais de 3,5 milhões de adolescentes foram vacinados sem autorização do Plano Nacional de Imunização, e que 1,5 mil adolescentes apresentaram eventos adversos (0.042% do total).

Na região, Barra Mansa, Resende, Quatis e Porto Real suspenderam a aplicação de jovens entre 12 e 17 anos sem comorbidades. No entanto, com a inexistência de evidências contrárias ao uso Pfizer nessa faixa etária, alguns municípios já estão voltando atrás, como, por exemplo, Quatis, que informou no último dia 18, que retornaria com a aplicação.  Resende também voltou atrás. Já Volta Redonda e Rio Claro não interromperam a imunização dos jovens. Barra Mansa e Porto Real, das cidades pesquisadas, continuam com a suspensão.

O Conselho Nacional de Secretário de Saúde (Conass), após a manifestação do ministro da Saúde, um imediato posicionamento da Anvisa sobre a autorização para uso da vacina em adolescentes. O conselho destacou que com a autorização do órgão regulador, deve-se avançar a antecipação da segunda dose para oito semanas, concluir a vacinação da população adulta e avançar na vacinação de adolescentes com e sem comorbidades.

Vacinação para maiores de cinco anos

A Pfizer e a BioNTech dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças em seu ensaio clínico de fases dois e três, e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos. O perfil de segurança também foi, em geral, comparável ao da faixa etária mais elevada. No ensaio clínico, as crianças entre cinco e 11 anos receberam uma dose de dez microgramas da vacina, um terço da dose dada a pessoas com mais de 12 anos. As empresas disseram esperar, até o quarto trimestre deste ano, os dados sobre como a vacina atua em crianças entre dois e cinco anos e em bebês de seis meses a dois anos.

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