Temporal alaga ruas e imóveis em cidades das Agulhas Negras

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AGULHAS NEGRAS

Um forte temporal atingiu a Região das Agulhas Negras neste domingo, dia 5, por volta das 15h50min. Os municípios de Resende e Itatiaia foram as localidades mais prejudicadas. Em Resende, segundo balanço divulgado na manhã desta segunda-feira, dia 6, ao A VOZ DA CIDADE, a Diretoria Geral de Defesa Civil da prefeitura confirmou ter ocorrido alagamento de vias no bairro Cidade Alegria, no entorno do Canal Central que corta a Avenida das Mangueiras. Com o temporal, o canal transbordou e as águas invadiram lojas e residências momentaneamente, sem o relato de desabrigado ou desalojado.

De acordo com o coordenador de Defesa Civil, Flávio Germano da Silva, houve ainda, em virtude do temporal, queda de árvores em diversas localidades. “O balanço da Defesa Civil é que a partir das 15h50min tivemos relato do início da chuva em Resende, caindo de forma isolada em bairros da cidade. Houve o primeiro acionamento no Monet, a partir da queda de duas árvores, uma no início da Rua Di Cavalcante e outra na Rua Bandeira de Melo. Na Fazenda da Barra III, houve queda de seis árvores, entre as Ruas Cinco, Seis e Sete e Quinze. Na Fazenda da Barra II houve queda de quatro árvores na Rua Salamanduque, próximo a uma unidade escolar. Em virtude disso, houve interrupção parcial do fornecimento de energia elétrica em algumas ruas da Barra II e III”, afirma Germano.

A Defesa Civil registrou queda de árvores em vários bairros da cidade – Foto: Divulgação Defesa Civil

Na Cidade Alegria houve o transbordo do Canal Central, que concentra o escoamento da rede de saneamento e também águas pluviais. Com a precipitação, as águas invadiram a Avenida das Mangueiras e vias adjacentes. Houve alagamento ainda na Avenida Perimetral Norte, Avenida das Amendoeiras e Rua das Hortênsias, entre os Blocos de apartamentos números 13 e 18. Na Itapuca, alagamento na Rua Inácio Lopes Siqueira, entre a antiga Igreja Universal e uma madeireira. “Dividimos a área de atuação com duas equipes, uma na região das Barras com a queda das árvores e outra nos trechos de alagamento, na região da Cidade Alegria. Atuamos onde houve chamado para a Defesa Civil, que teve prontamente acompanhou todo o trabalho desde o momento das chuvas até a liberação das áreas afetadas”, informa Germano.

A chuva deixou ruas alagadas na região do bairro Cidade Alegria

Segundo dados da Defesa Civil, o temporal que atingiu Resende teve precipitação de 55,2 milímetros de índice pluviométrico, em duas horas de chuva – a previsão era de 20 milímetros para o domingo. A velocidade do vento foi de 12 km/h.

ZONA RURAL E NÍVEL DOS RIOS EM RESENDE

A Defesa Civil também monitora a situação das localidades da zona rural. De acordo com Germano, não houve relato de transtornos em Visconde de Mauá, Serrinha do Alambari, Capelinha ou Engenheiro Passos. Na zona urbana e rural, as equipes seguem ainda o monitoramento dos principais rios. “As atividades das equipes da Defesa Civil, neste domingo, tiveram início por volta das 16 horas e terminaram após às 23 horas. Promovemos a desobstrução das ruas com queda de árvores e nesta segunda-feira acionamos as equipes da Agência de Meio Ambiente de Resende para retirada do lixo verde. O trabalho segue desde ontem com o monitoramento do leito dos Rios Paraíba do Sul, Sesmaria e Alambari, no perímetro urbano. E na Zona Rural, o Rio Preto. Todos tem situação considerada normal, alguns como o Sesmaria e o Alambari tiveram elevação gradual do nível devido ao temporal, sem riscos para a população. No bairro Jardim Tropical, altura do antigo Restaurante Popular, vamos instalar uma régua de medição no Rio Alambari, para facilitar o monitoramento”, frisa.

A chuva derrubou árvores, uma atingiu um muro, sem afetar a residência vizinha – Foto: Divulgação Defesa Civil

ORIENTAÇÃO E TROTES

Durante o temporal deste fim de semana, a Defesa Civil constatou que os alagamentos surgiram tanto pelo alto volume de chuvas em curto período de tempo quanto pelo acúmulo de lixo em vias públicas. “Reforçamos que a população evite jogar lixo nas ruas, porque durante as chuvas eles entopem os bueiros e canaletas de escoamento das águas pluviais. A prefeitura realiza a limpeza das vias públicas constantemente e precisamos desse apoio dos moradores”, comenta Flávio Germano.

Outro apelo do órgão de segurança é quanto aos trotes, porque mesmo durante o temporal deste domingo, diversos chamados falsos foram registrados pelas equipes. “Houve até o comunicado de que um avião havia caído devido às chuvas, um alerta falso. Durante o domingo foram constantes os chamados de trotes, alguns com vozes de crianças e até adultos ao telefone. Ressaltamos que isso é crime e os autores podem ser punidos judicialmente. Vamos tentar ampliar a conscientização da população com a educação sobre o que é a Defesa Civil e sua importância, percorrendo principalmente unidades de ensino da cidade”, comenta o coordenador.

ITATIAIA

Na cidade de Itatiaia o temporal também provocou alagamento de ruas, com a precipitação que atingiu 25 milímetros durante período aproximado de 1 hora. Foram registrados alagamentos na Avenida dos Ilhéus, no bairro Marechal Jardim e ainda em Penedo, na Avenida das Mangueiras.

A Defesa Civil de Itatiaia informou que a chuva do domingo teve índice pluviométrico de 25 milímetros, considerada normal. Segundo o diretor Valdair Nascimento, para as estatísticas de meteorologista, a chuva é considerada fraca quando a intensidade é menor do que 5,0 mm/h. Entre 5,0 e 25 mm/h, a precipitação é moderada. O volume de água compreendido entre 25,1 e 50 mm/h é chuva forte. Maior do que 50,0 mm/h, a chuva é muito forte.

Ele ressaltou que no Sistema Internacional de Unidades, a unidade de pluviosidade (ou “unidade de medida de precipitação”) é o milímetro (mm). Uma pluviosidade de 1 milímetro equivale ao volume de 1 litro (l) de água de chuva que se acumulou sobre uma superfície de área igual a 1 metro quadrado.

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