Suspeito de matar lituano e estuprar a esposa da vítima em Paraty é reconhecido por mais duas mulheres  

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PARATY

O homem, de 37 anos, principal suspeito de ter torturado e matado o turista lituano Adan Zindul, de 37 anos, e estuprado a esposa da vítima, uma brasileira de 35 anos, foi transferido para a Casa de Custódia de Volta Redonda, no bairro Roma, nesta sexta-feira, 7.  O crime ocorreu na noite da última quarta-feira, 5, em uma casa alugada pela vítima na Praia do Sono, em Paraty.

O delegado titular da 167ª Delegacia de Polícia (DP), de Paraty, Marcello Russo, que está no caso, informou que com a prisão do suspeito, na quinta-feira, 6, e a repercussão do caso, outras duas mulheres reconheceram e denunciaram o suspeito também por estupro.

o caso

O casal estava em uma casa alugada na Praia do Sono, em lua de mel, quando o imóvel foi invadido e Adam, que levou várias pauladas, foi amarrado com pedaços de pano em uma cadeira. Segundo a Polícia Civil, o autor do crime teria mandando a própria esposa da vítima o amarrar. Em seguida, a mulher foi estuprada. Ela também foi agredida com pauladas e chegou a ficar desacordada.
Agentes do 33° Batalhão da Polícia Militar (BPM) encontraram o turista com a cabeça tampada e a outra vítima desmaiada. Ele apresentava marcas de tortura por todo o corpo e teria sido degolado.
A esposa de Adam foi encaminhada para o Hospital Municipal, onde ainda estava internada. Ela, que só soube na unidade médica que o marido não havia resistido a tortura, vindo a óbito ainda na residência, prestou depoimento à Polícia Civil. A mulher disse que estava sendo assediada pelo suspeito há dois dias. O homem estava fazendo um serviço de capina no quintal da residência e estava jogando indiretas para ela.
O homem de 37 anos, morador de Paraty, será indiciado por homicídio qualificado, estupro e tentativa de feminicídio. O suspeito já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas.
Os policiais militares conseguiram localizar um suspeito do crime, que estaria com a carteira do turista. “Um crime bárbaro. Uma tragédia sem precedentes que nos abateu demais”, concluiu Russo.