MIGUEL PEREIRA
Um homem de 25 anos foi preso na madrugada desta segunda-feira, 8, em Miguel Pereira, suspeito de matar a irmã de sua namorada, Ellen Fernandes Duarte Santos, de 28 anos. O crime aconteceu no dia 28 de novembro, no bairro Javari, e causou forte comoção na cidade. Ele se entregou na delegacia na presença de um advogado.
Segundo a investigação, Ellen foi morta a facadas dentro da casa da família. Na mesma ocasião, a namorada do acusado, de 22 anos, também foi atacada e ficou ferida, sendo levada ao Hospital Municipal Luiz Gonzaga, onde recebeu atendimento e já teve alta.
Logo após o crime, o homem fugiu e passou a ser considerado foragido. Ele já tinha passagem pela Lei Maria da Penha, o que agravou a preocupação das autoridades durante as buscas. Nesta segunda-feira, policiais o prenderam. Na 96ª Delegacia de Polícia (DP), foi autuado por feminicídio e tentativa de feminicídio. Em seguida, foi transferido para a Cadeia Pública Franz de Castro, a Casa de Custódia de Volta Redonda.
O caso ocorre em meio a uma série de registros de violência contra a mulher em todo o país. Nos últimos dias, vários feminicídios chamaram atenção nacional e motivaram campanhas, atos públicos e debates sobre a urgente necessidade de ações eficazes de prevenção.
A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, tem se pronunciado sobre o tema em diferentes ocasiões, afirmando que “o feminicídio não é apenas um crime, é o sintoma de uma sociedade adoecida que ainda permite a violência contra suas mulheres”. Ela reforça que o enfrentamento a esse tipo de violência exige compromisso permanente do Estado e da população.
As autoridades ressaltam que denunciar é essencial para impedir novos casos. Situações de emergência devem ser comunicadas pelo 190, enquanto o 180 oferece suporte e orientações específicas para mulheres em situação de violência. As denúncias também podem ser feitas em qualquer delegacia, em unidades da Deam, ou anonimamente pelo Disque 100. ‘Combater a violência doméstica e o feminicídio é um esforço coletivo que exige atenção, informação e coragem para romper o ciclo de agressões. A denúncia pode salvar vidas’, destaca as campanhas.