SPC libera consulta de dados ao Cadastro Positivo nesta quarta-feira

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SUL FLUMINENSE

Os consumidores terão a partir desta quarta-feira, dia 15, os dados repassados ao Cadastro Positivo elo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Instituições financeiras, comerciantes e demais empresas que trabalham com concessão de crédito poderão consultar os dados do cidadão no Cadastro Positivo.

O mercado terá acesso à consulta de cinco tipos de informações: score de crédito do consumidor (pontuação), índice de pontualidade de pagamento, índice de comportamento de gastos e índice de consultas que o CPF do consumidor tem por segmento de empresas.

A abertura foi automática no Cadastro Positivo e cabe ao consumidor solicitar o cancelamento. O site www.spcbrasil.org.br/cadastropositivo informa sobre score de crédito e o histórico de compromissos financeiros a partir de um login e senha individualizados. Dessa forma, o risco da tomada de crédito será analisado de forma individualizada: o consumidor será consultado pelo próprio histórico de pagamentos e não apenas pelas restrições em seu nome.

No Sul Fluminense, consumidores temem que os dados de transações comerciais vazem. “Tenho receio que tenham acesso a mais dados do que estão comentando, como volume de compras realizadas”, comenta o motorista de aplicativo, Cláudio Barbosa. Segundo o advogado Joaquim de Almeida, o banco de dados não inclui informação sobre quais bens foram adquiridos, nome do estabelecimento ou instituição em que o consumidor contraiu crédito e nem informações de saldo em conta corrente ou investimentos.”É um sistema interessante e confiável. Pode sim facilitar o acesso ao crédito com juros menores”, comenta.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, frisou que atualmente, o bom pagador é penalizado pelo consumidor inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro. “Será possível não somente separar os tomadores de crédito com alto ou baixo risco, mas também identificar comportamentos intermediários e estipular taxas de juros mais adequadas”, argumenta.

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