Sinditac nega mobilização de caminhoneiros dia 30, em Brasília

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SUL FLUMINENSE

A população vive nova expectativa de tensão entre governo e caminhoneiros, isso porque circula pelas redes sociais áudios e transmissões onde um cidadão adverte a população e incita a categoria a aderir na ocupação de paralisação de Brasília (DF), no dia 30. O alvo é o Supremo Tribunal Federal (STF) e também o Congresso Nacional, onde segundo as postagens que viralizaram no último fim de semana, sobretudo no Whatassap, é preciso haver mudanças. O interlocutor dá conta de que no próximo domingo, uma frota de veículos vai interditar vias e restringir serviços, como abastecimento de diesel de aviação no aeroporto da capital federal. A meta é obrigar  que STF e a Câmara dos Deputados não interfiram em projetos políticos e econômicos da gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Por coincidência ou não, dia 30 é o Dia dos Caminhoneiros e também de atos nacionais programados por aliados e simpatizantes do governo, neste caso, a favor do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Os manifestantes dão conta que 1,5 mil caminhoneiros e 400 ônibus poderiam ‘fechar’ a Esplanada dos Ministérios, no domingo. Há rumor ainda que os caminhoneiros possam ocupar as imediações do Estádio Mané Garrincha, situado aproximadamente a 4,3 km do Palácio do Planalto. De forma sintetizada, a organização conclama o ato como uma defesa a Jair Bolsonaro, provocada pelo povo ‘contra poderes que não funcionam’.

Os caminhoneiros esperam preço do diesel mais baixo e a tabela do frete eficiente – Foto: Divulgação

Na região, o assunto foi tema de roda de conversas nesta segunda-feira, com opiniões desencontradas e receosas. Afinal, o ato dos caminhoneiros acontecerá e, por consequência, poderá desencadear nova greve conforme ocorreu entre maio e junho de 2018? Para a direção do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas do Sul Fluminense (Sinditac), a resposta é direta: não.

Segundo o presidente da entidade que representa mais de nove mil associados, em 17 municípios do Sul Fluminense, a liderança do movimento sindical dos caminhoneiros desconhece qualquer mobilização combinada entre caminhoneiros de entidades sindicais oficiais, seja em Brasília ou outra localidade.

De acordo com Francisco Wilde, o responsável pelas postagens não representa a categoria e lamenta o tom de ameaça contra poderes constituintes da democracia nacional, como o STF e o Congresso. Wilde lembra que a categoria detém representantes mantendo diálogo aberto com o presidente Jair Bolsonaro e ministros, desde a fase de transição e o início de sua gestão, que não há qualquer rumo de greve ou ato hostil. “Essa informação da mobilização dos caminhoneiros reunidos em Brasília, no dia 30, não procede. Ele (interlocutor) não é do nosso meio. Garanto pra você que não vai fluir, nem sei qual a entidade que ele representa. Entrei em contato com o presidente do sindicato do contorno de Brasília: não existe nada a respeito. Todo mundo que negociou com o governo Bolsonaro participa das reuniões, é ouvido. Ele (o interlocutor das mensagens) está por fora do que está acontecendo”, explica Wilde.

O Sinditac descarta que haverá greve ou paralisação geral no fim de semana – Foto: Fábio Guimas

REUNIÃO EM JULHO

Por outro lado, o Sinditac Sul Fluminense ressalta que os caminhoneiros tiveram sinalização do governo federal para aguardar decisões futuras sobre pautas que pleiteiam, como falta de fiscalização eficiente contra transportadoras que não praticam a tabela do preço mínimo do frete rodoviário, além de considerar que o diesel pode sofrer maior redução de preço nas bombas. Sobre essa pauta a insatisfação é praticamente geral entre a categoria e nova reunião está prevista para o dia 20 de julho. “De fato, a realidade é que dia 20 teremos uma reunião em Brasília pra tratar desses assuntos. Estamos confiantes, o governo avançou em outras ações a favor da categoria. Não acreditamos em manifestação, mas se tiver que acontecer, seria somente após o dia 20 de julho, prazo que vence a reunião assinada por todos. Prazo para que tudo volte ao normal”, frisa Wilde.

Em abril, o governo federal anunciou a liberação de R$ 500 milhões para linha de crédito aos caminhoneiros autônomos, com a projeção limite de até R$ 30 mil por motorista, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, informou que realizará o investimento de R$ 2 bilhões em rodovias, sendo R$ 900 milhões para manutenção das estradas. Porém, a tabela do frete e o preço do diesel norteiam as reivindicações da categoria.

3 Comentários

  1. Oriel de Oliveira Silva Em

    Infelizmente se ficarmos quietos, vai continuar da mesma forma que antes e o presidente sozinho não vai poder fazer nada. O câncer desse país tem que ser retirado!

  2. O transporte alternativo esta precisando de ajuda dos caminhoneiros, querem nos parar, caminhoneiros nos ajude, nos somos duas classes sem valor, mais se unirmos, so Deus pode com ajente mais ninguem

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