Sinditac descarta nova paralisação de caminhoneiros: “Possibilidade é zero”

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SUL FLUMINENSE

Os caminhoneiros autônomos não vão realizar novos atos de mobilização no país, seja ao longo desta semana ou durante o feriado prolongado da Independência, segundo garantiu a direção do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga do Sul Fluminense (Sinditac) ao A VOZ DA CIDADE, na manhã desta segunda-feira, 03. De acordo com o presidente Francisco Wilde, é descabida, inoportuna, sem fundamento e inconsequente qualquer informação à respeito de novas mobilizações da categoria no momento em que o Governo Federal tem atendido praticamente todas as exigências da categoria.

O sindicalista questiona o fundamento das informações divulgadas ao longo do fim de semana, através de redes sociais e até mesmo replicada por alguns órgãos de imprensa. A informação de greve surgiu a partir de um comunicado, divulgado pelas redes sociais por uma instituição intitulada UDC-União dos Caminhoneiros do Brasil. O documento, sem assinatura de um representante responsável, critica a Agência Nacional do Transporte Terrestre (ANTT) cobrando sua dissolução e pedindo a fiscalização da prática da tabela do frete aos profissionais, em pontos ao longo das rodovias. A entidade, no seu informe, projeta o prazo de 10 dias para que a ANTT acate todas as reivindicações sob a ameaça de deflagrar, a partir do dia 8, uma greve nacional dos caminhoneiros autônomos, semelhante a ocorrida em maio.

Para Francisco Wilde, o informe é descabido e sem fundamento. “Serve apenas para gerar confusão na cabeça das pessoas e atrapalhar todo o trâmite legal das negociações entre as entidades sérias da nossa classe que atuam diretamente com o Governo Federal. Desconheço essa entidade ‘UDC’, nunca ouvi falar que existisse, não conheço e jamais soube de qualquer representante deles integrando as reuniões que participamos, em Brasília. Portanto, garanto que a possibilidade de nova paralisação é zero, isso é boato. Qualquer notícia sobre mobilização deve ser levada a sério se for projetada pelas entidades que, de fato, participam da pauta de discussão como o Sinditac, a Sindicam e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), por exemplo. Infelizmente, a internet tem sido utilizada de forma inconsequente por algumas pessoas mal intencionadas”, afirma Francisco Wilde.

O ato mais recente realizado pelos caminhoneiros na região foi o protesto pacífico pedindo a aprovação da tabela de frete pelo STF

De acordo com o Sinditac, apesar de a Petrobrás ter anunciado no dia 31 de agosto o reajuste de 13% no valor do óleo diesel, que estava inalterado desde junho, a ANTT vai ajudar a tabela do preço mínimo do frete conforme esta variação. “O valor do combustível incide sobre o valor da tabela do preço mínimo do frete, se o óleo diesel sobe a tabela também é reajustada para não gerar prejuízo ao caminhoneiro. Mediante toda essa repercussão cobramos da ANTT uma posição oficial e eles divulgaram nota confirmando, no sábado, que promoverá os ajustes necessários no preço dos fretes”, disse Wilde.

REPERCUSSÃO NACIONAL

Os rumores pelas redes sociais ganharam proporção durante o fim de semana e a segunda-feira foi de muita expectativa para os trabalhadores, afinal as estradas estariam liberadas? E o fim de semana do feriadão da Independência, será de fluxo livres paras rodovias para os viajantes? Além do já citado Sinditac garantir que não haverá mobilização dos caminhoneiros, outras entidades do setor reiteraram nesta segunda-feira o repúdio contra informações infundadas sobre os caminhoneiros.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), declarou por intermédio do presidente Diumar Deléo Cunha Bueno, que ‘não há chance de paralisação entre os associados da entidade’. A Associação Brasileira dos Caminheiros (Abcam) ressaltou, por sua vez, que ‘não há indicativo de nova greve por parte dos caminhoneiros’ e também não apoiaria qualquer movimento neste sentido. Assim como o Sinditac, tanto a CNTA quanto a Abcam, que reúnem mais de 1,5 milhões de associados, declararam desconhecer a UDC, entidade que aparece no comunicado que circula pelas redes sociais. “Não tem validade, não tem poder legal nem de responder nem de representar a categoria”, comentou Diumar Bueno.

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