Sindicato denuncia viaturas abandonadas por falta de manutenção em Quatis

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QUATIS

Ambulância que poderia estar servindo a população, caminhões e máquinas pesadas que poderiam estar sendo utilizados em obras pelo município estão parados sob o sol e a chuva em um pátio da Prefeitura de Quatis a espera há vários meses por peças para sua manutenção. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Funcionários Públicos do Município.

De acordo com seu presidente, Leonel Pereira de Lima, no caso da ambulância, a espera pelo conserto já atinge mais de dois anos. “Essa ambulância foi adquirida novinha pelo governo anterior. Fundiu o motor na Serra das Araras, foi rebocada para uma oficina não foi arrumada. Agora está ali naquele pátio e já sem algumas peças. É um descaso com o dinheiro público e com a população”, reclama Lima.

Leonel relata que o caso foi denunciado em junho de 2015 ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Em agosto de 2016, o MP determinou o arquivamento do inquérito, conforme consta em consulta ao sistema da instituição. O presidente revelou, porém, que está reunindo novas informações para reabrir o inquérito.

Já com relação aos caminhões, o sindicalista afirma que não estão rodando, entre outros motivos, por falta de pneus. Ele acredita, porém, que a demora em colocar os veículos em circulação seria para beneficiar uma empresa que mantém um contrato de locação com a Prefeitura. “Se esses caminhões parados estivessem rodando não necessitaria de fazer a locação com uma empresa. Seria uma economia para o município e obrigaria a Prefeitura a cancelar o contrato”, comenta.

Caminhões estão parados no pátio se deteriorando com o tempo – Divulgação

Leonel também denuncia o abandono de uma máquina agrícola cedido pelo governo federal para o projeto de piscicultura (criação de peixes) em uma fazenda localizada na estrada Falcão-São Joaquim.

RESPOSTA DA PREFEITURA

Em nota, a Prefeitura de Quatis informou que com relação a máquina agrícola inativa na estrada Falcão-São Joaquim se trata de uma escavadeira hidráulica cedido em anos anteriores pelo Governo Federal e que posteriormente, apresentou problemas mecânicos, o que resultou na abertura de um processo, pela atual administração, destinada a comprar as peças e acessórios necessários. A nota informa que a máquina é de origem coreana e as respectivas peças de reposição não são encontradas em qualquer estabelecimento do ramo no Brasil. “O fato é que os itens necessários já foram comprados pela prefeitura, através de um processo realizado dentro dos procedimentos administrativos, jurídicos e financeiros estabelecidos em legislação. Os itens comprados vão ser entregues ao Município nas próximas semanas”, informou.

No caso dos veículos que se encontram no pátio da Prefeitura, incluindo a ambulância destinada ao transporte de pacientes para outros municípios, a Prefeitura informa que existe uma comissão da própria prefeitura avaliando se é viável financeiramente ou não a recuperação dos mesmos. A conclusão dos trabalhos desta comissão, segundo a nota, ocorrerá em breve, mas não precisou uma data.

Informou ainda que paralelo à análise da viabilidade de recuperação destes veículos encontra-se também em andamento processos voltados à aquisição de peças e pneus, os quais vão ser utilizados nos veículos que hoje atendem os mais variados setores da administração.

A Prefeitura ressaltou, porém, que independente do andamento deste processo e da avaliação dos veículos atualmente fora de circulação, a administração municipal não está deixando de atender os moradores da cidade por falta de transporte nos serviços essenciais. “O atendimento é feito normalmente pelos veículos da frota própria do Município ou por veículos locados à prefeitura, mediante processos licitatórios voltados à contratação das empresas responsáveis pelos aluguéis”.

Por fim a nota informa que com o objetivo de tornar ainda mais eficiente o atendimento ao cidadão, a Prefeitura acaba de alugar 17 carros novos, sendo 13 para o transporte escolar; duas para o Programa TFD (Tratamento Fora do Domicílio), da Secretaria de Saúde do Município; e dois para a Guarda Municipal. “Pelos respectivos contratos, se houver a necessidade de reposição de peças ou qualquer outro tipo de conserto destes veículos, a responsabilidade será das empresas contratadas, as quais precisarão substituir os carros que por ventura apresentarem defeitos, em até 24 horas”, finalizou a nota.