SUL FLUMINENSE
Em crescente expansão nos últimos anos, o mercado pet faturou cerca de R$ 77,3 bilhões no Brasil em 2024 – um avanço de 12,6% na comparação com o ano anterior e um recorde para o setor. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil (IPB), que elencaram as áreas de maior faturamento: o pet food (venda de alimentos industrializados para animais de estimação) representou 55,1% do total desse lucro; seguido da venda de animais por criadores, que atingiu um total de R$ 8,1 bilhões; dos produtos veterinários, com R$ 8 bilhões; e serviços veterinários com R$ 7,6 bilhões de lucro. Destacaram-se também o e-commerce: os pet shops virtuais representaram 40,6% do faturamento digital, atingindo a marca de R$ 2,6 bilhões; seguidos das lojas virtuais das megastores, com um total de 26,8% (R$ 1,6 bilhão); e as lojas virtuais de pequenos e médios pet shops, representando 21,5% (R$ 1,3 bilhão).
E com essa crescente expansão, o mercado Pet se transformou em uma grande oportunidade para empreender, como explica o especialista em gestão e professor da Estácio, Flávio Guimarães, apontando esta opção como uma das certeiras de lucro e sucesso em 2025, ao lado também das áreas de alimentação por meio de delivery, estética e negócios circulares. Ele explica que o empreendedorismo na área Pet vem crescendo desde 2023 e deve se consolidar neste ano. Já o consumo alimentício por meio de delivery ainda é um reflexo da pandemia em que muitos se concentraram no home office. O público masculino deve aquecer o consumo de cosmética e estética e os negócios circulares surgem como revelação de novos negócios.
“O mercado Pet conta com crescimento ano após ano, devido a facilidade de trabalhar com este tipo de investimento. Por isso, ele se torna uma aposta interessante para quem vai para o mercado empreendedor. No ramo alimentício, as pessoas que seguiram no segmento home office precisam estar concentradas e daí surge a necessidade de fazer este tipo de pedido. Na parte de estética, a porcentagem de homens deve aumentar porque estão procurando mais por beleza e bem-estar”, explica o especialista.
Ao revelar sobre as novidades, que vão começar a movimentar o mercado, ele destaca que devido ao crescimento do consumo online, as transportadoras também devem ganhar lugar de destaque. “Elas não precisam necessariamente ser de grande porte. Quem, daqui para frente, apostar nesse segmento com certeza, começará a ter bons lucros – se as compras aumentam, as entregas crescem por tabela”, descreve.
Outro mercado novo, que deve se solidificar de vez, são os negócios circulares em que há compra e venda de produtos usados, seminovos e revendidos a outras pessoas. Neste caso, além de brechós outros segmentos surgirão. “Este é um segmento que trabalha a conscientização e educação. Algo que tem funcionado muito neste mercado é a compra e venda de materiais de construção em obras que não foram totalmente utilizados. A pessoa compra e revende este material que está em boas condições, com certeza de bons lucros”, aponta.
Em todos os casos, Flávio Guimarães explica que é necessário ter afinidade e conhecer bem o produto ou negócio antes de iniciar a empreender. “Faz toda a diferença ter afinidades com a área escolhida para trabalhar, além do público, concorrência e quanto de investimento poderá ser destinado. Além disso, cursos de liderança, processos e mercado podem ser essenciais para garantir a estabilidade do novo negócio”, conclui o especialista.