Setor empresarial é mobilizado pela CDL-VR para criar fundo visando implantação de mais 30 leitos de UTI e UI na cidade

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VOLTA REDONDA

Em uma reunião, solicitada na emana passada pelo prefeito eleito, Antonio Francisco Neto (DEM), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda (CDL-VR) decidiu reunir forças para levantar verbas para investir na saúde do município. O objetivo é a criação de mais 30 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e Unidade Intensiva (UI), na cidade para atendimento a pacientes com Covid-19. Estiveram presentes no encontro o presidente da CDL-VR e seu vice, Gilson de Castro e Leonardo Almeida, respectivamente.

Segundo informou o presidente, para ajudar na criação dessas unidades, a CDL vai doar R$ 100 mil e já conseguiu a adesão de mais 20 empresas, que vão doar cada uma R$ 10 mil, totalizando até agora R$ 300 mil arrecadados, em menos de uma semana de mobilização. O valor de aporte da CDL-VR foi aprovado ontem pela Diretoria Executiva. Ainda segundo o presidente, o dinheiro será usado para terminar a infraestrutura do Hospital Municipal Munir Rafful (HMMR), no Retiro, que vai abrigar esses eleitos em parceria com o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). Gilson destacou também que o prefeito eleito informou que o município possui leitos insuficientes de UTI/UI e que fez contato com o secretário Estadual de Saúde, conseguindo kit para mais 18 UTI e 12 UI.

PARTE INACABADA DO HOSPITAL PRECISA DE OBRAS

Disse o presidente que o Neto explicou que a parte inacabada do hospital precisa de obras que incluem contenção de incêndio, elétrica e alguns outros acabamentos. “Ele pediu que à entidade para realizar levantamento de fundos para a rápida conclusão das obras já que inicialmente não haveria disponibilidade dos recursos. E conseguimos aprovar na diretoria o valor que a CDL poderá doar e a adesão dessas empresas”, informou o presidente Gilson.

Lembrou também o presidente que para a entidade, diante dos casos de Covid-19 em Volta Redonda, além de campanhas de conscientização, tanto a CDL quanto as empresas entendem que é necessário reforçar a rede hospitalar municipal para atender os casos mais graves, com o objetivo de salvar vidas e empregos. “Diante da situação de poucos leitos que nos foi passada, precisamos agir em prol da cidade e da população. Se pudermos ajudar a todos, preservando vidas, mas com o comércio aberto, queremos continuar caminhando juntos, principalmente, com um canal de diálogo com o Poder Público”, disse.

LISTA DE ADESÃO

O presidente espera que essa lista de adesão das empresas aumente aos poucos para que se consiga levantar o valor necessário para que as obras terminem o quanto antes. “Queremos mobilizar o máximo de empresas possível, porque precisamos ver a nossa Saúde voltar a ser referência na região, não só com relação aos casos de Covid-19, mas também para todas as outras doenças que continuam sendo registradas, além dos acidentes”, ressaltou.

A ideia é criar um selo que identifique as empresas parceiras e também realizar uma campanha divulgando esses parceiros, que vão ajudar a resgatar o atendimento da saúde no município. “Esse projeto é apenas o início e queremos prestigiar as empresas que estão participando, se envolvendo e ajudando nesse momento tão difícil, que é enfrentar essa pandemia. Só temos a agradecer a todos que estão ajudando”, acrescentou.

 

 

 

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