Sassaricando – Oscar Nora – 30 de março de 2019

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Foto: Divulgação

CR Vasco da Gama e CR Flamengo voltam a se enfrentar neste domingo, para saber quem será o campeão da Taça Rio em 2019. Mas, quando se trata do duelo Vasco x Flamengo ou Flamengo x Vasco, nem importa se é a decisão de um título ou de quem é o mando de campo.
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Adversários autênticos, até o poeta menos inspirado do planeta, ao versejar sobre os dois, diria que eles se amam odiosamente e nos outros momentos se odeiam apaixonadamente. Carregando essa mútua aversão, vibram, protestam, aplaudem, blasfemam milhões de torcedores.
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Anos atrás, quando era o “maior do mundo”, as arquibancadas do Maracanã resplandeciam nas cores das bandeiras e na sonoridade dos cantos e hinos, a alegria e paixão de dezenas de milhares de torcedores. O campeonato carioca era o objeto de desejo, sem violências ou tragédias.

Curiosamente, a rivalidade não surgiu no futebol. Com exatos cento e nove anos de idade, ela começou na década de 1910 nas competições de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas. Da tempestade no mar, quando o Vasco da Gama ingressou na primeira divisão do futebol carioca por volta de 1920, ela explodiu no couro da bola.
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É uma rica história. O flamenguista goza o vascaíno alegando a superioridade rubro-negra: 150 vitórias e 522 gols assinalados contra 137 derrotas e 510 gols sofridos em 403 jogos disputados. O Vascaíno ri e lembra aos flamenguistas a maior goleada do clássico: Vasco da Gama 7 x 0 Flamengo, dia 26 de abril de 1931.
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Há algum tempo a violência, a televisão e a corrupta gestão pública, cada um em seu tempo, vêm fazendo desaparecer o glamour do clássico dos milhões. Na partida deste domingo, não chegará a 70 mil o número de torcedores no estádio. Mas, em casa nas suas poltronas, ou nos bares, um público dez vezes maior assistirá ao jogo pela televisão.
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No cenário do clássico Vasco da Gama x Flamengo, comandados por 5 oficiais, 405 policiais militares – 150 dentro do estádio e 250 nas suas imediações ajudarão na logística, mobilidade e principalmente segurança.
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Terça-feira, 2 de abril, O Comitê Olímpico do Brasil definirá as cidades-sede dos Jogos Escolares da Juventude 2019. Maior competição estudantil do Brasil, os Jogos reúnem mais de 2 milhões de jovens nas seletivas municipais e estaduais, representando cerca de 40.000 escolas públicas e privadas de quase 4 mil municípios. A fase nacional reúne mais de 6.000 alunos-atletas de 12 a 17 anos de que competem em 14 modalidades, em um clima de interação, respeito e amizade.