Sassaricando – Oscar Nora – 30 de maio de 2020

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Foto: Divulgação

Todo torcedor já ouviu falar que jogador de futebol, quando quer, derruba treinador. Alguns acreditam, outros não. Mas o motim existe e Walter Cardoso, meu companheiro no programa “Manhã Sul Fluminense” (Radio Sul Fluminense/AM/FM/2ª à 6ª/9 às 12h) garimpou uma declaração que não deixa dúvida.
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A revelação de que é verdade que os jogadores fazem rebelião para derrubar o treinador foi feita pelo ex-jogador Dudu Cearense. O leitor lembra dele? Dudu começou em 2001 no Vitória da Bahia e encerrou a carreira no Botafogo do Rio onde esteve entre 2016 e 2018. Atuou também em outros clubes brasileiros, na França, Grécia e na Rússia.
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Volante destro e inteligente, foi convocado 12 vezes para a seleção brasileira principal, 9 para a sub-23 e 16 para a sub-20 onde se sagrou campeão mundial tendo como treinador Marcos Paquetá. Ao leitor torcedor do Botafogo nem pergunto se ele lembra da passagem de Paquetá por lá. Afinal, um treinador que em cinco jogos perde quatro se torna inesquecível.
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Dudu Cearense conta que certa vez foi procurado por um grupo de jogadores, mas não topou participar da insurreição para derrubar Marcos Paquetá. “Eu falei: Eu nunca fiz isso na minha carreira e não vou fazer hoje no fim dela. Não assumo essa responsabilidade porque não é minha. Se eu fosse diretor, chamaria para trocar o treinador’. Jogador derruba sim”.
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Em 2018 a torcida do Botafogo vibrava com a conquista do título carioca e apostava numa temporada magnifica como nos velhos e velhos tempos. Entretanto, o técnico Alberto Valentim, considerado um dos herois da campanha trocou o Botafogo pelo Pyramids, do Egito, e foi substituído por Marcos Paquetá.
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Paquetá era um técnico experiente com passagem por todos os clubes do Rio e dezenas deles no exterior. No oriente médio, de onde veio naquela época para o Botafogo, era um colecionador de títulos e venerado como deus. Por que, com ele, o time estava tão mal? Ninguém sabia responder o que estava acontecendo e Marcos Paquetá foi demitido.
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Como aconteceu com Paquetá em 2018, antes disso e hoje em dia também, quando os jogadores querem são capazes de derrubar o treinador. A insurreição de vestiário é uma pirataria tão poderosa que faria inveja ao famoso Barba Negra e ao sindicato dos piratas do Caribe.

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