Sassaricando – Oscar Nora – 16 de junho de 2021

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A brilhante exibição de Neymar, na estreia do Brasil na Copa América, pode não se repetir nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O Paris Saint-Germain não aceitou o pedido da CBF para liberar Neymar e Marquinhos para a disputa da competição que começa em julho. Como é possível incluir entre os 18 convocados três atletas acima dos 24 anos, a dupla é a preferida do técnico André Jardine.

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Na Olimpíada, o primeiro adversário da seleção olímpica brasileira será a Alemanha, dia 22. Três dias depois enfrentará Costa do Marfim, encerrando a fase de grupos diante da Arábia Saudita no dia 28. Na Copa América, que terminará dia 10 de julho, os próximos adversários da seleção brasileira, ainda na fase de grupos, serão as seleções do Peru, depois de amanhã, Colômbia, dia 23 e Equador, dia 27.

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O que aconteceu com o jogador Eriksen no último sábado chocou a todos nós, mas não é um caso estranho ao mundo do futebol. Também acontece fora das quatro linhas que demarcam o campo de jogo, incluindo treinadores e até os árbitros. Alguns morrem na hora, o que não aconteceu com o dinamarquês graças aos médicos que o atenderam rapidamente e, como disseram depois, ressuscitaram o jogador.

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Desde 13 de janeiro de 1889, quando episódios dessa natureza passaram a ser contabilizados, centenas de jogadores perderam a vida com bolada no estômago ou na cabeça, choques em bolas divididas, cortes provocados por pedaço de vidro, descuidadamente deixado em campo, e uma dezena de outros casos fortuitos.

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Em 1985, na rodada final das Eliminatórias da Copa do Mundo, o treinador Jock Stein dirigia a seleção da Irlanda, na partida decisiva contra o País de Gales. Arrebatado pela emoção do duelo, Stein sofreu uma parada cardíaca e morreu dentro do estádio. Dois anos atrás, o jovem árbitro Víctor Hugo Hurtado, de 32 anos, sofreu um mal súbito e morreu quando apitava a partida Always Ready x Oriente Petrolero, pelo Campeonato Boliviano.

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Tem me chamado a atenção, o significativo aumento nos choques de cabeça entre os atletas. Pesquisei e descobri que a medicina esportiva há algum tempo estuda o assunto. O ex-zagueiro e capitão do título mundial de 1958, Bellini, por exemplo, sofria de demência e morreu em 2004. A família doou o cérebro para pesquisa, e neurologistas comprovaram que a doença foi causada pelas pancadas que ele sofreu com o jogo.

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