Saiba como melhorar a comunicação e a convivência com os filhos

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Barra Mansa

A situação não é rara: de repente, o convívio entre os familiares é envolvido por um estresse debilitante. As crianças brigam sem parar, o filho adolescente fica cada vez mais isolado sem se comunicar e o cônjuge parece estar indiferente. O que fazer quando o lar já não é o mesmo de antes? Para ajudar o leitor a lidar com essa situação, melhorar a comunicação com os filhos e criar um ambiente de bem-estar, paz e união conversamos com a psicóloga Wanda Elizabeth. Longe de apresentar fórmulas ou métodos impossíveis, ela explica que a questão é lidar com as transformações da família com sabedoria e precisão adquiridos ao longo de toda uma vida de estudo, ensino e vivência no assunto.

Escolha suas palavras, mude sua família

A profissional aponta que o que é dito e principalmente, a maneira de como é dito, tem tudo a ver com a forma como os familiares reagem. “Escolher as palavras que usa com os adolescentes, crianças ou o cônjuge é o pontapé inicial necessário rumo à jornada de uma família transformada. Na hora de se comunicar, é melhor não dar opiniões fechadas, negativas ou diretas. Especialmente se as crianças já não são mais tão pequenas assim. Dialogue com elas, faça perguntas, incentive a reflexão conjunta, escute os motivos pelos quais fizeram algo e chegue a acordos que mantém a união e compreensão de todos”, cita.

Outro ponto importante é o interesse: Dizer que se interessa pela opinião deles, perguntar como foi o dia, o que fizeram, como estão e conhecer mais seus gostos: de filmes, músicas, livros e séries. Estes podem ser ótimos passos para melhorar a conexão com os jovens.

A maneira como enxergamos a vida

Ela cita que muitos pais se esforçam bastante para tratar todos os filhos da mesma maneira. A verdade, contudo, é que não se deve tratá-los igualmente, pois cada um é único e diferente, desde a maneira de pensar até a forma de agir. “Cada membro da família possui talentos singulares e a responsabilidade dos pais é identifica-los, avaliar pontos fortes e fracos e, então, conduzir os filhos de maneira saudável, a fim de capitalizar essas habilidades em benefício de todos. Porém, não é possível fazer isso sem entender qual a melhor maneira de se comunicar uns com os outros. Tudo tem a ver com o modo como cada um enxerga a vida através de lentes particulares. Para ter um lar transformado, é preciso ver a partir da perspectiva dos demais familiares”, aponta.

Ensine perdão através do diálogo

Elizabeth informa que é importante estabelecer uma comunicação direta entre pais e filhos, sempre expondo a verdade sobre o que pensam e sentem, mas, claro, sem ser rude ou magoar. “Dizer ‘sinto muito, não deveria ter dito (ou feito) isso’, não custa nada. Na verdade, desculpar-se é muito benéfico para estabelecer uma autoridade saudável com os filhos. Ainda, é ótimo dizer ‘Eu estava errado. Por favor, me perdoe’. Isso fará com que os jovens considerem seus responsáveis pessoas incríveis, que também praticam o perdão. Assim, quando eles estiverem em alguma situação semelhante, não terão medo e saberão que podem ter uma comunicação confiável com os pais, tendo neles o exemplo para pedir perdão e perdoar quando necessário”, conclui.

 

 

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