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Retorno das aulas presenciais segue com data indefinida e diverge opiniões

Por Carol Macedo
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SUL FLUMINENSE

O estado do Rio de Janeiro ainda vive um impasse: como e quando se dará o retorno às aulas presenciais. Na capital, o plano de reabertura acontece no início de agosto, contudo, na região, o cenário ainda é incerto. O Sindicato do Estado dos Profissionais de Educação (Sepe) afirma que o protocolo do estado não condiz com a realidade de todas as escolas públicas e que não apoia o retorno das aulas ainda. Já o Sindicato das Escolas Particulares do Sul Fluminense (Sinep) destacou que caso seja autorizada a volta, o protocolo já está preparado para ser posto em prática.

O A VOZ DA CIDADE entrou em contato com as prefeituras da região e questionou a respeito dos protocolos municipais e se há uma previsão de retorno. Rio Claro e Itatiaia informaram que não há uma data para voltar e que ainda não há elaboração de um protocolo para tal.

Em Barra Mansa a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que o protocolo já está sendo finalizado. Assim que concluído, passará por análise do Conselho Municipal de Educação. Caso aprovado, será validado pela Secretaria de Saúde do município e do estado. “Ainda não há uma estimativa para o retorno das aulas, mas toda a rede está sendo preparada para que, quando possível, retorne de forma organizada e segura”, destacou a nota.

Já em Angra dos Reis, aconteceu nessa terça-feira, dia 21, a segunda reunião para a criação desse protocolo de retorno, mas assim como em Barra Mansa, não há uma data certa. “Considera-se que o retorno pode ocorrer, possivelmente, duas semanas após o município encontrar-se em Bandeira Verde por 15 dias, desde que cumpridas as exigências do protocolo que encontra-se em elaboração e que deve ser encaminhado ao chefe do Executivo em breve para aprovação”, informou a nota.

Outras prefeituras questionadas foram a de Pinheiral, Volta Redonda e Resende, mas até a publicação desta edição não houve resposta.


SINDICATOS DIVERGEM

Segundo a coordenadora geral do Sepe, Marina Nascimento, as aulas no estado entraram em recesso mais uma vez na última segunda-feira, dia 20, com previsão de retorno no dia 3 de agosto. Ela explicou que acredita que esse intervalo está sendo usado para organizar a retomada das aulas presenciais. “Mas ainda é tudo muito incerto, eles não falaram uma data. Mas se isso acontecer realizaremos uma greve, pois o protocolo não atenderá todas as escolas e isso colocará muita gente em risco de contaminação da Covid-19”, afirmou.

A coordenadora ainda afirmou que grande parte das escolas não tem estrutura para retornar no meio de uma pandemia e que o protocolo é falho. “Muitas unidades têm salas pequenas, sem ventilação, e também muitos alunos por turma. Além disso, o próprio estado reduz o número de pessoal administrativo nas escolas, o que dificultaria na organização” disse, acrescentando que o revezamento não será um sistema muito bom. “É uma dinâmica que não funciona. Pedagogicamente não existe condição de se ter conteúdo. Assim como a plataforma digital não tem muita participação dos alunos, esse revezamento presencial também irá afastá-los”, disse.

O presidente do Sinep, Cláudio Menchise, explicou que quando o assunto é retomar as aulas, sempre haverá divergências. Ele disse ainda que entende que as escolas públicas estão com dificuldades de organizar o retorno, uma vez que tem uma estrutura maior. “Mas a rede particular da nossa região está pronta. Temos muitas famílias querendo que o filho volte a estudar, como há outras que preferem esperar mais”, contou, acrescentando que o retorno das aulas na rede particular é independente da pública. “Essa decisão é do município, no Rio de Janeiro está sendo feito desse modo, onde só a rede privada será autorizada a voltar em um primeiro momento”, contou.

Cláudio informou ainda que, na região, o prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, já esclareceu que não tem intenção de liberar as aulas ainda esse ano.  “É uma decisão municipal, baseada nos números de cada cidade. Nós estamos prontos para o retorno e entendemos as dificuldades de todos, mas queremos voltar e isso não será de forma repentina. Será gradual”, finalizou.

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