Resende supera meta federal de investimento em saúde no ano de 2017

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RESENDE

O ano de 2017 foi de sucesso na gestão do setor de saúde no município de Resende. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, o governo aplicou 34,28% de suas receitas próprias em saúde, ficando acima dos 15% que são exigidos pela legislação federal. Em 2016, por exemplo, o índice aplicado foi equivalente a 29% da receita. Segundo o governo municipal, em valores, isso significa que a Prefeitura de Resende aplicou, em 2017, mais de R$ 101 milhões de seu orçamento em saúde, R$ 57 milhões a mais do que o valor previsto em lei e que estava fixado em R$ 44.449.134,48 (15% do orçamento). Em 2016, o montante aplicado no setor foi de R$ 85 milhões (R$ 16 milhões a menos que em 2017), o que representa 28,62% do orçamento municipal. Todos os dados estão disponíveis no Sistema de Informações Sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOSP) e podem ser consultados por qualquer cidadão.

A gestão em saúde reduziu a fila de espera para exames na rede – Foto: Gerlecir de Oliveira-PMR

Pelo levantamento do governo com base no SIOSP, nos três anos anteriores a 2016, os percentuais investidos em saúde não chegaram aos 30%, sendo o maior deles em 2015 com 27,95% – R$ 87 milhões. Ainda segundo o Sistema, além dos investimentos feitos com receita própria, Resende também recebeu, em 2017, recursos externos da ordem de R$ 48 milhões, referentes a transferências estaduais e federais. Com isso, o valor total investido em saúde na cidade, que já era o maior dos últimos cinco anos, ultrapassa a casa dos R$ 150 milhões – R$ 24 milhões a mais que no ano anterior (2016), quando o valor total aplicado em saúde foi de pouco mais de R$ 126 milhões.

Para o secretário municipal de Saúde, Alexandre Vieira, a decisão do prefeito Diogo Balieiro Diniz de investir pesado na saúde no primeiro ano de governo mostra o quanto o setor estava carente de atenção, e o quanto a população necessitava de um atendimento mais eficiente. “Infelizmente, os investimentos feitos na saúde em 2016 não acompanharam a demanda da cidade e a população acabou sofrendo com os atrasos nos serviços. Além disso, os investimentos também não chegaram a equipamentos públicos importantes para o sistema, como o Hospital de Emergência e a Santa Casa. Apenas 15 meses depois, após elegermos a saúde como prioridade já conseguimos resultados bastante positivos, o que mostra o quanto é importante direcionar corretamente os recursos disponíveis e saber gerir os mesmos com foco nas necessidades da população”, disse Vieira.

Os dados do SIOSP demonstram a evolução no investimento do governo de Resende na área da saúde – Arte: Divulgação PMR

AÇÕES NA SAÚDE

Dentre os investimentos transformados em ações, o governo destaca a execução da primeira etapa das obras de reforma e revitalização da Nova Santa Casa, no Lavapés, junto de sua recuperação financeira legalizada. A Prefeitura também colocou em prática o Super Mutirão da Saúde, que zerou filas de espera por vários procedimentos, alguns deles com até dois anos de atraso; municipalizou a Unidade de Pronto Atendimento no Nova Resende (Grande Alegria); reabriu e reformou o Centro de Controle de Zoonoses; e conseguiu implantar no Hospital de Emergência Henrique Sérgio Grégori as cirurgias de alta complexidade para colocação de próteses de fêmur, a artroplastia. “Em janeiro de 2017, o Raio-X da saúde revelava um setor doente e carente não só de recursos, como também de gestão. E foi isso que fizemos quando decidimos ampliar o percentual aplicado no setor, ao mesmo tempo em que aumentamos também as ações voltadas para o bem estar da população. Hoje, graças a este trabalho, o sistema municipal de saúde vive outra realidade, sem as enormes filas de espera por exames e cirurgias, com a dengue sob controle, a UPA e a Santa Casa em pleno funcionamento e um programa de recuperação das unidades de saúde sendo colocado em prática, entre muitas outras ações importantes”, frisa o prefeito Diogo Balieiro (Democratas).