Resende pode implantar programa social para oferecer emprego para mulheres vítimas de violência doméstica

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RESENDE

O município pode ganhar uma ação pioneira para voltado para a inserção no mercado de trabalho de mulheres vítimas de violência doméstica. O vereador Tiago Forastieri (PSC) solicitou ao Executivo a criação de um programa social voltado para oferecer emprego para as mulheres vítimas em situação de violência doméstica e familiar. A indicação foi encaminhada para apreciação do prefeito Diogo Balieiro Diniz (Democratas).

Pela proposta de Forastieri, a criação de programa, em conjunto com o Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, Associação de Moradores e Executivo Municipal, visa dar apoio e encaminhar mulheres vítimas de violência doméstica ao mercado de trabalho. “A indicação tem o objetivo de implantar em Resende um programa que una a Polícia, a Justiça e empresas em prol das mulheres vítimas de violência doméstica, pois com a garantia do emprego e com a carteira assinada, as vítimas podem pensar num futuro melhor e com independência do agressor”, explica o parlamentar.

Tiago destaca ainda que diversas mulheres não conseguem se livrar das agressões, porque não possui uma fonte de renda para sair de casa. “Muitas mulheres têm medo de deixar os maridos, pois eles são os provedores da família, e acabam voltando para o relacionamento por não conseguirem se manterem sozinhas. Com isso, acabam dando continuidade ao ciclo de agressões. Interromper um relacionamento violento é o maior desafio de quem vive num ciclo de agressões físicas e verbais. Mas pode ficar mais fácil com uma oportunidade de emprego, o que acabaria com essa dependência ao agressor”, ressalta.

O vereador lembra que no Brasil existem vários programas voltados à autonomia financeira e empregabilidade da mulher em situação de violência doméstica e familiar. “No país há programas e projetos que funcionam nesses moldes, onde depois que a vítima chega na delegacia especializada ela faz a denúncia, depois é encaminhada ao órgão, que em contato com as empresas solidárias a causa, a pessoa tem prioridade no preenchimento de vagas”, comenta Tiago, citando como exemplo, o programa Tem Saída, que funciona em São Paulo e visa romper o ciclo de agressão, focando principalmente na dependência psicológica e financeiras dessas mulheres.

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