Reajuste do salário mínimo pode ajudar despesas do trabalhador

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AGULHAS NEGRAS

O trabalhador brasileiro ganhou um reajuste de 4,61% no valor do salário mínimo. Nesta terça-feira, dia 1º, o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto 9.661 de 1º de janeiro de 2019, que fixou o salário mínimo dos trabalhadores do país em R$ 998. Assim, o novo salário mínimo já está em vigor, ou seja, até o quinto dia útil de fevereiro este será o valor mínimo a ser pago pelos empregadores.

Na região os trabalhadores assalariados receberam a notícia do reajuste com o misto de satisfação e decepção. “Chegaram a falar em R$ 1.006, depois baixaram para R$ 998. Queremos sempre mais. Dos então R$ 954 a diferença é pequena. Guardar seria luxo pela situação de minha família”, comenta o auxiliar de serviços gerais, Marcos Paulo Moreira, de Porto Real, casado e pai de uma filha de sete anos, em referência aos R$ 44 a mais perante os R$ 954 de salário mínimo em 2018.

Por outro lado, esse saldo ainda que considerado baixo, pode se tornar um aliado se for economizado ao longo do ano. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, o trabalhador deve rever os gastos para adequar o novo valor ao orçamento familiar e poupar. “Por mais que o aumento não seja significativo, pode ser a oportunidade de colocar em dia as finanças. Sei que é difícil, mas era interessante que esse novo valor chegasse como um bônus para realização de satisfações pessoais no futuro, iniciando uma poupança. No entanto, muita gente aguarda ansiosamente aumentos para cobrir o desequilíbrio financeiro”, observa.

USAR OU GUARDAR?

Em doze meses, se for guardado esse reajuste de R$44 pode render R$ 528. E somado ao décimo terceiro salário no valor de R$ 998, o trabalhador pode contar com um saldo de R$ 1.526 em dezembro. “Só sabe quanto pode gastar, sem ficar no vermelho, quem sabe exatamente quanto entra e quanto sai do bolso mensalmente. E, com base nisso, define quanto e como pode utilizar o dinheiro”, orienta Domingos.

Em tempo, vale ressaltar que o estado do Rio de Janeiro não segue o valor do salário mínimo fixado pelo governo federal. Atualmente, o piso estadual possui seis faixas de rendimento, que variam entre R$ 1.193,36 e R$ 3.044,78.