Projeto escolar incentiva reflorestamento com araucárias no Sertão dos Hortelãs

Por Franciele Aleixo
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RIO CLARO

Um projeto desenvolvido na Escola Municipal Sertão dos Hortelãs, no distrito de Getulândia, despertou nos alunos o interesse pela preservação ambiental e pelo reflorestamento da araucária, árvore típica da região cuja semente é o conhecido pinhão. Um projeto foi realizado no ano passado e neste ano terá continuidade com um viveiro de mudas para produção, por meio de parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura.
A iniciativa surgiu de forma espontânea em sala de aula. Segundo a professora Ivanilda Lopes dos Santos Bittencourt, formada em Ciências Biológicas, tudo começou quando os alunos perceberam a queda das primeiras sementes das araucárias próximas à escola, no mês de março.
“A partir do momento que começaram a cair as primeiras sementes, os alunos ficaram curiosos. Começamos a recolher essas sementes e daí surgiu a ideia do projeto”, conta a professora que é também a dirigente da escola.
Durante as atividades, que se estenderam de março até setembro, os estudantes aprenderam sobre a importância da araucária para o meio ambiente, os animais e também para a economia local. Em sala de aula, a professora trabalhou o tema de forma interdisciplinar, relacionando o projeto com diferentes conteúdos escolares.
Além do estudo teórico, os alunos participaram de diversas atividades práticas. Entre elas, a produção de receitas utilizando o pinhão, como bolo, e o plantio de novas mudas utilizando garrafas PET e uma sementeira preparada pelos próprios estudantes.
Das sementes coletadas, parte foi separada para o plantio, resultando em mais de 100 mudas de araucária. Algumas delas já estão prontas para serem levadas ao solo.
O próximo passo do projeto é envolver a comunidade. A ideia é reunir pais e moradores da região para incentivar o plantio das mudas, principalmente em áreas próximas às nascentes do Rio Barra Mansa, contribuindo para o reflorestamento local. “A intenção é conscientizar a comunidade, porque hoje vemos muitas árvores antigas, mas poucas mudas novas surgindo”, explica Ivanilda.
A escola atende alunos do Pré I ao 5º ano e, apesar de ser uma turma multisseriada, o projeto despertou grande interesse entre as crianças. Muitas delas também buscaram informações em casa com familiares, ampliando o alcance da iniciativa.
Além do viveiro de mudas, a escola pretende realizar um festival gastronômico do pinhão, valorizando a cultura local e mostrando as diversas formas de utilização da semente.
Além de contribuir para a preservação ambiental, o projeto também destaca o valor econômico do pinhão para os moradores da região, que muitas vezes coletam o fruto para venda. Segundo a professora, o quilo do pinhão pode chegar a cerca de R$ 18, tornando-se uma importante fonte de renda para algumas famílias.
O secretário de Meio Ambiente, José Vicente de Almeida, destacou a importância de iniciativas que envolvam educação e preservação ambiental desde a infância. “Projetos como esse mostram que a conscientização começa dentro da sala de aula. Quando as crianças aprendem sobre a importância da araucária e participam do plantio das mudas, elas se tornam multiplicadoras dessa ideia dentro de casa e na comunidade”, apontou.
Já a secretária de Educação, Thaís Isabelle de Carvalho, também ressaltou o valor pedagógico da iniciativa. “Isso demostra como a aprendizagem pode ir além da sala de aula. Ao trabalhar a preservação da natureza e a cultura local, os alunos desenvolvem conhecimento, consciência ambiental e senso de responsabilidade com o lugar onde vivem”, destacou.

 

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