Projeto ‘Coluna Reta’ alcança mais de 100 inscrições em Volta Redonda

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VOLTA REDONDA

O projeto “Coluna Reta”, serviço de triagem contínua de crianças e adolescentes para prevenção e diagnóstico precoce da escoliose idiopática, já alcançou mais de 100 inscritos. Além do trabalho nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), as equipes do projeto estiveram nas ruas neste fim de semana fazendo a captação do público-alvo, que agora passará por avaliação médica para saber se sofre de alguma deformidade postural. A iniciativa da prefeitura envolve as secretarias de Ação Comunitária (Smac), Saúde (SMS), Esporte e Lazer (Smel) e Educação (SME) e é pioneira no Brasil.

As primeiras avaliações de crianças e adolescentes inscritas no projeto serão realizadas na sexta-feira, dia 25, na Policlínica da Cidadania. De acordo com o ortopedista especialista em coluna, Juliano Coelho, que coordena o “Coluna Reta”, a ideia é que toda a população jovem de Volta Redonda passe pela triagem.

“O nosso objetivo é fazer a triagem contínua das crianças e adolescentes entre seis e 18 anos para avaliações periódicas na Policlínica da Cidadania. E é um projeto pioneiro no país justamente por ser contínuo. É uma medicina moderna e ninguém faz isso no país. A escoliose idiopática tem este nome justamente por não ter um motivo aparente e provavelmente ocorre por uma herança genética”, disse Coelho, explicando que a escoliose é um desvio lateral e rotacional da coluna vertebral que acontece no período do estirão do crescimento, de nove aos 14 anos, sendo mais comum nas meninas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a deformidade acomete em torno de 4% da população mundial.

“Queremos evitar o agravamento do problema, que em estágio avançado pode causar deformidade estética, falta de ar, limitação para atividades laborais e até problemas psicológicos. Quanto mais cedo for diagnosticado, mais fácil é o tratamento”, afirmou o médico.

Avaliações
O coordenador do “Coluna Reta” explicou que elas serão feitas através de exame físico e um raio-x panorâmico. Em seguida, dependendo da necessidade, o paciente é encaminhado para uma fisioterapia especializada, com uso de colete para correção postural, e em casos mais graves até indicação cirúrgica.

O próximo passo do projeto será ampliar a busca ativa e contínua para além dos CRAS com a capacitação de equipes nas Unidades Básicas de Saúde e também nas secretarias de Esporte e Lazer e Educação.

“Queremos capacitar profissionais de educação física, pediatras, entre outros para poderem identificar a escoliose idiopática”, finalizou Coelho.

 

 

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