VOLTA REDONDA
Povo e Comunidade de Terreiro e o Papel da Assistência Social foi tema da capacitação realizada pela Comissão Mojubá de Terreiros do Sul Fluminense, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Volta Redonda (SMAS). O evento, realizado dia 05, teve como objetivo de abordar a identidade e os desafios das lideranças e praticantes de religiões de matrizes africanas do município, reunindo cerca de 100 participantes.
A partir de temas abordados na capacitação, como religiosidade afro-brasileira, plano de política nacional para povos e comunidades de terreiro, terreiros como instituições sociais e de suporte aos aparelhos estatais, intolerância religiosa e racismo religioso e dados referenciais para a promoção de políticas públicas e ações de assistência social mais eficazes e respeitosas para este público.
A capacitação foi ministrada pelos membros da Comissão Mojubá, Ciça Morais, assistente social e Mãe Pequena do Centro Espírita Nossa Senhora da Guia (CENSG), e Jeferson Botelho, bacharel em direito e Pai de Santo da Tenda Espírita Cabocla Jurema. De acordo com dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) de Volta Redonda, apenas três das pessoas cadastradas se declaram como praticantes de religiões de matrizes africanas.
Segundo Pai Jeferson Botelho, co-presidente da Comissão Mojubá, a capacitação propõe a reflexão sobre o racismo religioso e o quanto esse fenômeno social marginalizou e marginaliza os povos de terreiro. “É fundamental para estabelecer um entrosamento mais profundo e consistente entre os aparelhos municipais de assistência social e a população de terreiro”, afirma.