SUL FLUMINENSE
Profissionais mediadores, que atuam como cuidadores e interpretes de libras, em escolas da rede Estadual, no Sul Fluminense, estão cobrando diversos direitos trabalhistas de uma empresa que presta serviços para a Secretaria de Estado de Educação. Conforme disseram ao A VOZ DA CIDADE, os problemas incluem atrasos no pagamento dos salários, vale transporte e refeição, ausência de quitação das verbas rescisórias, o não pagamento das férias remuneradas e do dissídio profissional.
“É uma grande falta de respeito o que estão fazendo com a gente. Entramos de recesso em dezembro e não recebemos as férias e nem o dissídio de 6% . Além disso, os que foram mandados embora não receberam a recisão até agora e muitos desde o ano passado. Infelizmente a falta de compromisso da empresa está nos prejudicando e impedindo que a gente honre com os nossos compromissos. Todos nós trabalhamos porque realmente precisamos”, disse um colaborador que pediu para não ser identificado.
Outra colaboradora, que também pediu para não ter o nome revelado, contou que além das férias, os trabalhadores estão reivindicando uma data certa para o pagamento dos salários, que conforme disse só é depositado entre os dias 17 a 22, todos os meses, dificultando o controle de gastos e a vida financeira de todos.
“Eles pagam o salário atrasado e o vale transporte e refeição sempre vem picados, com pagamentos feitos por semana, sendo que era para ser pelo mês o valor completo”, reclamou outro colaborador, ao acrescentar que, assim como ele, todos os colegas estão com as contas atrasadas e correndo juros.
Conforme disse outra funcionária, os trabalhadores já fizeram manifestação em frente à sede da empresa e nada foi resolvido até o momento. A maioria com contratos em escolas estaduais de Barra Mansa, Volta Redonda e região.
“O ano letivo já começou e nossos alunos estão sozinhos e muitos deles não querem ir, ou os próprios responsáveis não os levam por medo de ficarem sozinhos dentro da unidade escolar. Estamos pedindo ajuda porque nosso medo é que a empresa decrete falência e a gente fique sem receber, pois essa mesma empresa a anos atrás tinha outro nome e fez isso e, hoje, usa o mesmo CNPJ. Não quero perder nenhum direito ou que aconteça qualquer coisa comigo, mas não podemos deixar isso quieto, já foram várias vezes, atrasos de tudo, salário, refeição, transporte e eles não mudam, porém dessa vez está muito pior”, desabafou.
Seeduc garante que repassem estão em dia
Por meio de uma nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) esclareceu que os repasses financeiros à empresa contratada estão rigorosamente em dia, sendo uma inverdade qualquer narrativa de que há atrasos por parte do Estado. A empresa, segundo a secretaria, já recebeu reiteradas notificações para o cumprimento do contrato e a Seeduc exigiu que a mesma comprove os pagamentos aos funcionários. Além disso, a contratante foi formalmente notificada de que o descumprimento ensejará abertura de processo para rescisão unilateral do contrato e aplicação das sanções administrativas cabíveis, conforme determinação da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ).