Professores poderão passar por avaliação médica preventiva anual

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A saúde vocal e auditiva dos profissionais da Educação é o tema de uma indicação aprovada recentemente pela Câmara de Vereadores. A proposta da vereadora Soraia Balieiro (PSB) é de que o Poder Executivo regulamente o artigo 65 do Estatuto do Magistério, que dispõe sobre a avaliação médica preventiva anual para a categoria. O intuito da medida é a criação do Programa Municipal de Saúde Vocal e Auditiva dos Profissionais da Educação, para evitar e detectar precocemente distúrbios desse tipo. A indicação da parlamentar foi enviada para apreciação do prefeito Diogo Balieiro Diniz (Democratas).

Segundo a vereadora Soraia, que também é professora, além de a avaliação médica ser um direito dos profissionais da Educação previsto em Lei, a medida é fundamental para reduzir o número de profissionais afastados das salas de aula. “As doenças vocais e auditivas estão entre os principais motivos para o afastamento dos professores, o que causa prejuízo também ao município e à população que depende do ensino público”, comenta a parlamentar.

O Programa de Saúde Vocal e Auditiva para Profissionais da Educação, de acordo com Soraia, teria de ser criado pela Prefeitura a partir de um projeto de lei enviado à Câmara. “Como forma de potencializar os resultados, o projeto poderia incluir um curso teórico-prático anual para orientar os educadores sobre o uso adequado da voz no dia a dia de trabalho”, sugere Soraia. Ela propõe, ainda, que o programa encaminhe os profissionais para tratamento fonoaudiológico ou médico especializado no caso de ser detectado algum problema vocal ou auditivo. “É preciso aplicar as políticas previstas no Estatuto do Magistério, de forma que os profissionais do ensino tenham melhores condições de trabalho e, assim, consigam desempenhar da melhor forma possível suas funções. Com uma menor incidência de distúrbios vocais e auditivos entre nossos professores, certamente haverá menos faltas ao trabalho e resultados mais satisfatórios por parte desses profissionais em sala de aula”, avalia Soraia.

 

 

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