BARRA MANSA
Um jovem de 23 anos foi preso na tarde deste domingo, dia 3, por tráfico internacional de drogas após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa. A prisão aconteceu depois que o padrasto do rapaz procurou espontaneamente a base da PRF, no km 293, em Floriano, para denunciar uma suspeita contra o enteado.
O homem, que dirigia um veículo VW Polo de locadora com placas de São Paulo, estava acompanhado da esposa e do enteado. Segundo ele, havia desconfiança de que o jovem estivesse transportando substâncias ilícitas no carro. Os policiais então realizaram uma revista detalhada no veículo e nas bagagens.
Durante a inspeção, foram encontrados, embaixo do banco do passageiro, 16 frascos de 50 ml cada contendo a substância conhecida como ketamina, totalizando 800 ml. Junto com os frascos, havia também seringas e agulhas, indicando a intenção de uso ou distribuição da droga. A ketamina, embora seja um potente anestésico veterinário para grandes animais, tem sido amplamente utilizada como droga recreativa, com efeitos alucinógenos perigosos à saúde.
Questionado, o jovem confessou que havia comprado os frascos no Paraguai, de forma irregular, por R$ 2 mil. O destino final da substância seria Macapá, no Amapá, onde o rapaz reside e cursa o 9º período de enfermagem. Ele não possuía qualquer documentação que comprovasse a legalidade da aquisição ou transporte da ketamina, caracterizando assim o crime de tráfico internacional de drogas.
A ocorrência foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda. O jovem foi autuado em flagrante com base no artigo 33, do artigo 40 da Lei de Drogas (Lei 11.343/06), cuja pena pode variar entre cinco e 15 anos de prisão, podendo ser agravada pela transnacionalidade do crime.
A ketamina tem sido apontada como causa de mortes em casos de repercussão nacional. A droga estava presente no laudo pericial da morte do ator Matthew Perry, astro da série “Friends”, e também na morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. Esses casos evidenciam os riscos do uso recreativo de uma substância originalmente destinada ao uso veterinário.