Preço do óleo diesel não atinge queda estabelecida em postos das Agulhas Negras

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AGULHAS NEGRAS

Após praticamente um mês do fim da paralisação dos caminhoneiros autônomos a promessa de que o preço do óleo diesel baixaria R$ 0,46, principal pauta de reivindicação da categoria, não surtiu efeito esperado pelos consumidores nos postos de abastecimento.

O governo federal congelou o preço nas refinarias da Petrobras em R$ 2,0316/litro, mas nas bombas dos postos de combustível o preço tem sido outro. Se durante a greve era praticado valores em torno de R$ 3,59/litro do diesel comum, nesta segunda-feira, dia 3, nas cidades da região a queda verificada pela equipe de reportagem do A VOZ DA CIDADE indicava baixa entre R$ 0,10 e R$ 0,20 apenas.

Em Resende, o preço praticado do óleo diesel normal está na média de R$3,53/litro, mas com locais praticando a R$ 3,69. “O preço do diesel se divide em 54% pelo custo de venda em refinaria, que corresponde à realização da Petrobras; 25% referente a impostos; 0,7% do custo do biodiesel com a mistura de até 10% e mais 14% da realização das distribuidoras e revenda. Acompanhamos os valores de mercado e repassamos ao consumidor o que é possível”, confirma Paulo Mendes, representante de um posto na região central da cidade, que pratica o litro do diesel a R$ 3,533.

Na cidade de Porto Real, os consumidores esperam que a proposta de baixar o valor do combustível seja agilizada. Afinal, além de ainda estar em impasse a tabela de frete parte dos caminhoneiros não está satisfeita com o valor do diesel. “Falta alguma coisa ainda, sem dúvida. O preço não atingiu o valor que esperávamos. Era pra estar na faixa de R$ 3,10”, comenta o fretista José Barbosa. No município os valores giram em torno de R$ 3,60 o litro, semelhante aos valores praticados na cidade de Itatiaia. A média nos postos situados à margem da Rodovia Presidente Dutra oscilam com valores a partir de R$ 3,55. “Não temos ‘perna’ pra acompanhar o que o usuário precisa, está pedindo. Claro, gostaríamos de vender tudo mais barato, inclusive a gasolina. Respeitamos uma política de preços da Agência Nacional de Petróleo e a Petrobrás, o que muitas vezes dificulta o empresário de baixar seus preços”, comenta o gerente Osmar Gripper.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis o Rio de Janeiro, mesmo reduzindo o ICMS sobre o combustível a queda desde o fim da greve é em torno de R$ 0,27.

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