Preço do gás de cozinha oscila nas cidades do Sul Fluminense

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SUL FLUMINENSE

Os consumidores do Sul Fluminense ainda encontram dificuldades quando o assunto é a compra do botijão de gás liquefeito petróleo, o GLP 13 kg (gás residencial). Os valores oscilam entre revendas e distribuidoras, o que exige do cliente uma pesquisa prévia de preço, atrelada à consulta prévia da qualidade do produto. Em fevereiro, alegando a necessidade de adequar as perdas da transação comercial do produto devido ao valor do real estar desvalorizado diante do dólar, a Petrobras anunciou o aumento no preço do botijão de gás de cozinha de 13 kg.  O produto, que estava sendo comercializado a R$ 25,07 na refinaria, subiu para R$ 25,33.

Na análise dos preços a partir de janeiro de 2019, segundo os levantamentos de pesquisa de preços elaborada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), é possível acompanhar as oscilações de valores em quatro cidades do Sul Fluminense: Angra dos Reis, Barra Mansa, Resende e Volta Redonda.

O valor de retirada nas revendas é inferior perante o preço da entrega a domicílio – Foto: Fábio Guimas

Em janeiro, o valor médio do botijão de GLP era vendido em Angra por R$ 71,38, subiu para R$ 72,88 em fevereiro e fechou março a R$ 72,78. Em Barra Mansa, no mês de janeiro o gás de cozinha era vendido a R$ 72,05, baixou para R$ 71,81 no segundo mês do ano e fechou março custando R$ 70,69. Na cidade de Resende o gás de cozinha era vendido em janeiro ao valor médio de R$ 76,9, subiu para R$ 77,29 em fevereiro e terminou março com valor médio de R$ 74,75. Já os dados de Volta Redonda demonstram que em janeiro o botijão custava, em média, R$ 72,03, baixou em fevereiro para R$ 71,59 e fechou março em R$ 71,49.

GANGORRA DE PREÇOS

Os dados chamam a atenção para a variação entre valores mínimos e máximos encontrados em algumas cidades. Em Volta Redonda a variação registrada pela ANP é de R$ 3 entre o botijão 13 kg mais caro (R$ 73) e o mais barato (R$ 70). Em Barra Mansa, essa diferença chega a R$ 10 (R$ 63 / R$ 73), já em Resende a oscilação chega a R$ 30 (R$ 55 / R$ 85).

No município situado nas Agulhas Negras, a ANP verificou em março o preço praticado em 24 pontos de revenda. O botijão 13 kg mais em conta era comercializado a R$ 55 em bairros da região da Cidade Alegria e Itapuca, por exemplo. Num comparativo com o mês de fevereiro em Resende, os valores eram de R$ 70 e R$ 80, respectivamente. “É uma missão mensal pesquisar preços, comentar com vizinhos onde eles estão comprando, se esta mais em conta; tentar saber se a qualidade é boa, se não mancha as panelas, se dura bastante, enfim. O gasto mensal é de um a dois botijões, a família é grande”, comenta a dona de casa Maria Isolda Rodrigues, moradora da Vila Julieta, em Resende.

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